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domingo, 10 de outubro de 2010

Dia das Crianças: qual o melhor passeio para seu filho ?



O Dia das Crianças é dia de festa para a garotada. É nessa hora que os pais se perguntam: qual é o tipo de programa mais indicado para fazer com os filhos? Desde os primeiros meses até a adolescência, é muito importante que os pais consigam passar um tempo com os filhos e se divirtam com isso. Para a psicóloga da família e da criança, Virgínia Maria Martinelli, da PUC do Rio de Janeiro, o que importa não são as atividades ou presentes, e sim a atenção que os pais dão aos filhos. "Por mais que os programas mudem de acordo com a idade, os pais devem deixar claro que o tempo que estão passando com os filhos é uma diversão e não uma obrigação", explica.
"Grande parte dos pais que ficam muito tempo fora de casa enxergam nos feriados, principalmente o Dia das Crianças, a oportunidade de tirar o atraso, e pensam que a atividade com o filho é uma obrigação. Mas eles devem saber que desde os primeiros anos de vida, a criança já percebe quando os pais também estão se divertindo", diz Virginia.
Para a psicóloga Rita Romaro, da Unifesp, antes de escolher os tipos de atividades para os feriados e finais de semana, os pais devem pensar em programas em que eles mesmos também se divirtam. "É muito mais fácil e prazeroso, para os adultos e para a criança, realizar aquelas brincadeiras ou aqueles programas que tanto os pais quanto os filhos se sintam bem fazendo juntos", diz Rita. A seguir, veja sugestões de programas de acordo com a faixa etária das crianças.
Programas de 0 a 4 anos
Nessa idade, o que mais vale é a interação entre os pais e os filhos. Não é preciso sair de casa para que adultos e crianças se divirtam. "A criança nessa faixa etária não precisa de muito para se divertir. Inventar programas mirabolantes pode trazer menos diversão que um dia de brincadeiras em casa", diz Virgínia. Os especialistas apontam atividades simples como banho de mangueira no quintal, montar uma piscina de lona, fazer uma bagunça na cozinha, construir uma pipa ou fazer esculturas de argila como soluções criativas que normalmente agradam as crianças.
Se resolverem sair de casa, os pais devem ter certeza que o programa vai agradar o filho. Sempre que for ao cinema e ao teatro, os adultos devem procurar musicais infantis ou desenhos que não sejam muito longos. Segundo Virgínia, a partir dos três anos nós já conseguimos entender melhor estímulos visuais e auditivos, presentes em apresentações de dança e música. Por isso, levar o filho a um teatro infantil é uma boa saída. Além de divertir os filhos, os pais normalmente aproveitam o espetáculo. Para escolher o que fazer, no entanto, os adultos precisam refletir sobre a rotina da família. Pais que trabalham muito e se sentem pouco presentes, podem optar por um programa em que os laços familiares se fortaleçam. "Às vezes, é mais importante para a criança passar um tempo desenhando, assistindo televisão, brincando com bonecos ou esconde-esconde com os pais do que ir ao teatro. Ela deve entender que os pais também estão se divertindo com as atividades que ela faz na escola ou na creche", explica Virginia.
"Por mais que os programas mudem de acordo com a idade, os pais devem deixar claro que o tempo que estão passando com os filhos é uma diversão e não uma obrigação"
De 4 a 8 anos
Quando a criança fica um pouco mais velha, ela começa a desenvolver gostos próprios e já tem uma personalidade mais bem definida. Essas características devem ser observadas com atenção pelos pais. "Dos quatro aos oito anos, fica muito mais fácil escolher um programa no feriado que agrade aos filhos se os pais conhecem o perfil de cada um de seus pequenos", explica Virginia. Para os mais calmos, programas como ir teatro, ver um filme no cinema e ir ao museu normalmente são mais legais, assim como ir a uma feira de ciência ou a um parque temático. Já para crianças mais agitadas, esses programas podem não ser tão divertidos, e muitas vezes são até cansativos.
Crianças com esse perfil se divertem mais com atividades físicas, como caminhadas e piqueniques em áreas verdes, jogos de tabuleiro, esportes coletivos, visitas a parques temáticos e participações em gincanas com outras crianças. "Ficar muito tempo em uma fila ou esperar o filme acabar pode ser muito chato para uma criança mais agitada. Isso não quer dizer que uma criança mais elétrica não possa gostar de ir ao cinema, ou uma criança mais calma não possa gostar de fazer atividades físicas", diz Virgínia.
De 8 a 12 anos
Pais com filhos entre oito e 12 anos devem começar a pedir mais a opinião das crianças para escolher os programas do feriado e finais de semana. É nessa época da vida que as crianças começam a querer mudar o cotidiano e se tornarem um pouco mais independentes. Com essas mudanças fica ainda mais difícil para os pais saberem quais são as opções para passar mais tempo com os filhos. Os adultos normalmente têm dois tipos de comportamentos quando o filho chega a essa idade: ou tentam continuar fazendo os mesmos programas com os filhos ou procuram planos mirabolantes para conseguir passar mais tempo com a criança. Essas duas tentativas não são indicadas para essa faixa etária.
Fazer sempre o mesmo programa pode se tornar tedioso para a criança, enquanto fazer algo muito diferente pode ser cansativo. "É importante que os pais continuem mostrando interesse em sair com os filhos, mas o melhor a fazer nessa idade é deixar a criança escolher o programa", explica Virginia. Ir ao cinema continua sendo uma boa opção, mas agora quem deve escolher os filmes é a criança. O mesmo vale para o teatro ou na hora de alugar um filme. "Quando a criança vê que tem voz ativa na relação com os pais, ela passa a gostar mais do tempo gasto em família."
12 anos em diante
Segundo Rita Romaro, é mais fácil tratar o Dia das Crianças com um tom de brincadeira ou gozação, e não como uma tradição familiar rígida. "O pré-adolescente não é mais uma criança, e precisa ser conscientizado desse novo papel que ocupa na família. Dar um presente de brincadeira e abordar o assunto de forma mais leve é muito importante", diz Ria. Com mais de 12 anos, os filhos já tem uma capacidade, tanto intelectual como motora, para fazer atividades mais parecidas com as dos adultos. Por isso, fazer caminhadas, assistir a um jogo, ir ao cinema ver um filme mais sério e até jogar vídeo-game são boas alternativas para os pais aproveitaram a comemoração e o feriado com os filhos.
Esses programas também podem ser um meio de conversar mais com os filhos sem que eles se sintam sufocados ou vigiados pelos pais. "Se sair com os pais com frequência já é um costume, os adolescentes não vão achar estranho conversar com os pais sobre assuntos delicados, como escola, namoro e círculo de amigos com os pais nessas saídas. Elas reforçam os vínculos entre pais e filhos", completa Virginia.

UOL.com

Educação dos filhos começa pelo respeito aos Pais e aos Professores

Outro dia estava visitando uma escola que iniciava seu ano letivo. Havia várias crianças bem pequenas em adaptação. Algumas mães choravam, outras pareciam inquietas, outras irritadas. As crianças ora choravam, ora mostravam interesse e curiosidade. Uma situação bastante inquietante. Aos poucos, cada um era levado para sua sala, acompanhado pela professora, "a tia", e os amiguinhos. Porém, a curiosidade, nem sempre, suplantava a insegurança de deixar para trás o aconchego conhecido para desbravar um novo território. No olhar de cada mãe e de cada criança havia um quase "pedido de socorro". As mães pareciam estar fazendo algo imperdoável com seus filhos.O primeiro dia de escola na vida da criança e da sua família é algo a ser celebrado, assim como o engatinhar, o caminhar e tantas outras conquistas. Entretanto, para algumas mães, é um momento de muita ambivalência, principalmente quando os pequenos são bem pequenos, por volta dos dois anos. As mães entendem que ir à escola é uma necessidade não só delas, mas dos seus filhos, porém alimentam a idéia da necessidade de controle sobre o desenvolvimento e o crescimento, e nem sempre se adequam com rapidez às mudanças inerentes ao desenvolvimento do seu filho, inclusive, encarando como um grande privilégio o acesso dos seus filhos a outra parte do processo educativo, agora fora de casa.
"Como dar o melhor aos filhos se você não faz o melhor na relação com o ambiente, com o professor, com a escola e com todos que estão inseridos no dia a dia do processo de educação?"
Voltando à cena anterior, enquanto eu passeava pela escola, observei que duas mães estavam dentro da sala de aula, achei estranho. Enfim, imaginei que para algumas crianças ou, melhor, para algumas mães, a situação havia se complicado mais. Continuei observando. Para minha surpresa, as duas mães, ora "papeavam" entre si, ora uma delas falava ao celular. A professora, muito nova, não sabia o que fazer e as crianças se agitavam. Até que num dado momento, não bastasse o desrespeito de falar ao telefone numa sala de aula, uma das mães começa a interferir nas ações da professora, sugerindo como devia agir com as crianças. Pensei: como é possível qualquer profissional, principalmente em educação, trabalhar de maneira autônoma nessa situação? Como uma mãe se vê com tanta autoridade? Dessa maneira nenhuma criança consegue aderir ao processo educacional escolar. A adaptação se tornará mais difícil e demorada! Para completar, uma das mães reclama da escola e ameaça não voltar. Claro, estou relatando uma exceção, felizmente! De qualquer maneira, isto nos dá a idéia do que assistimos todos os dias: crianças e jovens com uma imensa dificuldade para crescer, assumir as responsabilidades próprias da sua idade, respeitar as hierarquias e seguir numa trajetória em que pai e mãe podem estar ao lado, não a frente, nem atrás. Além disso, fica mais que provado que educação ocorre por meio de atitudes coerentes, "faça o que digo e faça o que faço", por parte daqueles que são os responsáveis pela criança e pelo jovem. A velha e conhecida fórmula: exemplo.
Eleanor Roosevelt dizia: "a melhor maneira de dificultar a vida dos filhos, é facilitá-la para eles." Claro, não estou defendendo a criação de dificuldades desnecessárias, mas por que eliminar aquelas que são parte do crescimento? E, pior: como dar o melhor se você não faz o melhor na relação com o ambiente, com o professor, com a escola e com todos que estão inseridos no dia-a-dia do processo de educação? Os livros de desenvolvimento infantil e as mais variadas teses originadas pelos mais diversos estudiosos do comportamento de crianças comprovam todos os dias, que o amor, a celebração, a verdadeira capacidade de compreender o outro e as atitudes dos pais no dia-a-dia são os principais ingredientes que nutrem o desenvolvimento biopsicossocial saudável, capacitando os seres humanos, em todas as fases da sua vida, a enfrentar seus desafios. Sem dúvida uma das maneiras de aprender é pela imitação. Pais são modelos, sempre!
Talvez por esta e outras razões, as famílias busquem parceiros e orientadores para o processo educacional dos seus filhos. As estantes das livrarias estão cada vez mais abarrotadas de livros sobre educação infantil. Entretanto há algo que não se pode ensinar por meio da teoria: a atitude de respeito para com o mundo que cerca cada família. Os exemplos que trouxe são rápidas ilustrações do que chamo de atitude de respeito por aqueles que são fundamentais na educação das crianças: professores. Quando os adultos que cuidam das crianças não conseguem exercitar o respeito no seu dia-a-dia, dificilmente, poderá se esperar delas atitudes de respeito em relação aos adultos.
UOL.com

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Amor Próprio é tudo.


Valor pessoal

Em uma antiga cidade da Pérsia, existia uma Academia onde se reuniam os sábios da época. Chamava-se Academia Silenciosa, porque os seus membros deveriam se manter calados quanto possível, em meditação, resolvendo os problemas que lhes eram apresentados.
Certo dia, em que todos estavam reunidos, apresentou-se um eminente pensador. Chamava-se Doutor Zeb e foi ali propor a sua candidatura a um lugar entre aqueles sábios.
O Presidente da Academia o atendeu em silêncio. Depois , diante dos diversos acadêmicos, escreveu o número mil no quadro de giz, colocando um zero à sua esquerda, fazendo-o entender que este era o seu significado para os presentes.
Doutor Zeb, sem se incomodar, apagou o zero e o transferiu para o lado direito do número, tornando-o dez vezes maior.
Surpreendido, o sábio tomou de uma taça de cristal e encheu-a com água, de tal forma que, se uma única gota fosse acrescentada, a água transbordaria.
O candidato, sem se perturbar, tirou uma pétala de bela rosa que adornava o recinto e a colocou sobre a água da taça, que se manteve sem nenhuma perturbação.
Diante da excelente resposta, Dr. Zeb foi então admitido como membro daquele colégio de sábios.
* * *
Por vezes, na vida, nos sentimos qual o zero à esquerda. Acreditamos que não valemos nada, que nada de produtivo para o mundo podemos oferecer, que não fazemos falta.
É um sentimento de menos valia. Em tais dias, é importante nos lembrarmos da sabedoria do Dr. Zeb. Sempre temos algo a acrescentar de bom, útil ou belo para a vida.
Podemos ser a dona de casa, às voltas com as mil tarefas domésticas, que se detém no jardim e planta uma flor. Flor que desabrochará em colorido e perfume, embelezando o dia.
Podemos escrever um bilhete a um amigo distante, telefonar a um companheiro que está na solidão. Todos podemos dar algo de nós.
Ler uma página reconfortante ao idoso, cujos olhos se apagaram no escoar dos anos. Levar a passeio uma criança para que ela se encontre com o calor do sol, salte alegre na grama, encha de terra e pedrinhas as mãos miúdas.
Podemos confeccionar um agasalho para aquecer um pequerrucho. Costurar uma peça de enxoval para quem vai renascer. Sorrir, cantar.
Quantos talentos possuímos que esquecemos de utilizar, de valorizar?
Cada criatura, na face da Terra, é única, e valiosa.
Ninguém substitui integralmente o outro, porque cada ser é especialmente dotado com timbre de voz inigualável, personalidade própria.
Pensemos em como no mundo podemos ser a pétala de rosa, que embeleza a taça cheia d'água, acrescentando ainda o delicado perfume da presença.
* * *
Todos possuímos recursos inimagináveis que estão em germe em nossa alma, aguardando os nossos estímulos.
Possuímos o Cristo interno, poderoso, que é nosso.
Permitamos que Ele aja através de nós. Com Ele, teremos decisão para deixarmos os pensamentos doentios que se transformam em tormentos.
Saiamos pelas ruas, semelhantes ao sol da primavera que espanca o inverno e anuncia que logo mais haverá explosão de flores e perfumes no ar.

Redação do Momento Espírita,

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Arte da Intuição

Não que seja questão de desistir de tudo, não correr mais riscos, não experimentar nada e se fechar totalmente para novas oportunidades. A questão é outra! Hoje o tema está ligado à paz de espírito, ao dar ouvidos ao coração, ao saber usar e abusar da intuição.
No dia a dia, usamos o nosso radar para nos trazer o que é bom ou ligamos o piloto automático e repetimos nossas escolhas insensatas e nosso comportamento circular à espera de que vamos conseguir um resultado diferente do usual?
Por que não paramos, olhamos para dentro e então escolhemos o caminho a seguir? Por que, por vezes, é tão difícil nos ouvir? Sabe aquela voz interna que fica gritando quando vamos entrar numa fria? Pois é, isso significa INTUIR. É a partir daqui que podemos mudar de patamar, escolher agir diferente, experimentar o novo, dizer NÃO.
Então, quando ouvir o sinal de alerta para algo do tipo PROBLEMA, dê a devida atenção! Esse sinal é o tão conhecido SEXTO SENTIDO. Ele vem do que já conhecemos. Vem do nosso inconsciente, das nossas experiências passadas, do aprendido.
E, então, se essa é uma força nossa, uma força poderosa a nos guiar por que ignorá-la? De novo, porque insistir em fazer do nosso “jeitão” sem pedir ajuda interna ou externa?
O que acontece conosco que nos impede de viver nossos sonhos, experimentar o amor, a paz? Bem, poderia falar aqui de crenças, de percepção, de baixa estima, de síndrome de Peter Pan ou de Mulher Maravilha, de marcas, medos etc, etc… Mas o que quero explorar é a questão do autoconhecimento.
Trabalhar o autoconhecimento contribui para nosso crescimento. Permite-nos descobrir como ocupar acertadamente o nosso lugar nesse plano. Isto é, contribui para construir quem somos! Parece bobagem? Saiba que não é!
Cegueira: Conheço inúmeras pessoas que aos 20, aos 30, aos 40, aos 50 ainda não descobriram sua missão, seu dom, nem sequer conhecem seus erros mais freqüentes, seu padrão de comportamento. Muitas vão passar uma vida ou mais para encontrar-se.
Perdem muito tempo com coisas que não lhe dizem respeito. E, como não conseguem se ver, não enxergam também o outro. Intuição, nesse caso? Zero.
Humildade: Essas pessoas não fazem parte de grupos de trabalhos, não se doam, passam uma vida a chorar com as chaves escorrendo-lhes pelos dedos, sem nunca entender que a porta SEMPRE ESTEVE ABERTA. Tudo sempre esteve lá para cada um deles e, infelizmente, faltou visão!
Juram não mais repetir e repetir seus erros. Juram não se esquecer e, na primeira oportunidade estão lá, fazendo tudo exatamente como sempre fizeram… Não usam de humildade para pedir ajuda, não usam de humildade para dizer: “Não sei mudar sozinho”. Continuam em uma vida de ignorância e sofrimento…
Não é mesmo fácil mudar, mas é possível se compreendermos que, para qualquer mudança, é preciso saber onde estamos e para onde precisamos seguir, onde queremos estar…
Como no início do texto, temos o poder de saber de antemão o que faz bem e o que faz mal. Sabemos, mas nem sempre conseguimos acessar… E, quando não dá mais, mudamos. Só que com um grau de dificuldade maior.
O proibido tem um sabor que atrai, nos faz, nas devidas proporções, obcecados… E, então, dominar nossos pensamentos loucos, nossos sentimentos equivocados é a única saída para abrir espaço e ouvir com o coração.
Nossa necessidade “urgente”, seja por um relacionamento doente ou saudável, por uma relação complicada ou por qualquer outra coisa, é química. Nosso organismo nos pede, ou melhor, manda que façamos isso ou aquilo com uma voracidade que atendemos sem negociar…
Por isso, aprender a ouvir o que vai dentro e deixar de lado a ilusão, os medos, nos permite cultivar a paz, o amor, a saúde, o doar-se e o receber. No mais, tudo a seu tempo se tornará possível se compreendermos que toda a base está atrelada à disciplina! Escolhas, sempre escolhas.
Yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cultura do "ficar" exclui quem busca um romance.

"Pela visão da Terapia Comportamental Cognitiva, o ficar está na contramão do que todos os indivíduos efetivamente desejam, que é encontrar alguém com quem se possa estabelecer um vínculo compromissado e envolvido por afeto e sentimentos profundos, um romance verdadeiro"
O ‘ficar’ é hoje uma forma muito comum de se relacionar.
No início o ficar era exclusivo dos grandes centros urbanos e restrito aos adolescentes. Hoje é cada vez mais propagado em todo o país nas diversas faixas etárias, inclusive na idade mais madura.Antes o ficar era vivido como uma forma de se ter maior intimidade com a outra pessoa e assim poder conhecê-la melhor e aprofundar ou não o relacionamento; ou como um primeiro contato demonstrando já um interesse ou uma atração que poderia evoluir para algo mais envolvente. Porém hoje nos deparamos com um ficar cada vez mais adverso, em que as pessoas o usam como atendimento a vaidades pessoais, competição entre amigos, satisfação de interesses e desejos individuais, o não envolvimento e o descompromisso. Enfim uma gama de variados interesses próprios que são mais importantes do que a relação, em que o outro deixou de ser a fonte motivadora do ficar.Hoje ‘fica-se’ apenas para colecionar beijos, ou para atender as cobranças do grupo de amigos (as), para que o outro seja mais um número da noite, ou quando muito para satisfazer uma necessidade de seduzir o outro, de preencher um vazio que se esteja sentindo, de se satisfazer um desejo sexual. Enfim em situações que independem da outra pessoa ou que não levam em conta os interesses ou o desejo do outro.Pela visão da Terapia Comportamental Cognitiva, o ficar está na contramão do que todos os indivíduos efetivamente desejam, que é encontrar alguém com quem se possa estabelecer um vínculo compromissado e envolvido por afeto e sentimentos profundos, um romance verdadeiro.As pessoas buscam, buscam e não encontram, não porque não desejam, mas sim porque o meio não favorece ou não estimula esse tipo de relacionamento. O indivíduo se sente excluído ou diferente de todos, tornando-se frio e descrente da possibilidade de viver um relacionamento a dois.
UOL.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Somos frutos das nossas escolhas


Seguir em frente

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma:
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
O Cristo é a figura mais notável da História.
Ao contrário de todos os demais homens, Ele não possui vícios e fraquezas.
Pleno de grandeza e compaixão, constitui o modelo ideal fornecido por Deus aos homens.
Nessas palavras de Jesus, pode-se vislumbrar todo um roteiro de evolução.
O que primeiro se identifica é o respeito à liberdade.
Trata-se de um convite, não de uma imposição.
Aquele que quiser ir após Ele deve prestar atenção em Suas palavras.
O jugo do Messias é suave e a rota que Ele sinaliza é luminosa.
Mas a criatura pode se decidir por caminhos tortuosos e obscuros, cheios de dor e desencanto.
Como a evolução é um desígnio Divino, todos se aperfeiçoarão.
Mas cada qual é livre para gerenciar o seu processo evolutivo, apressá-lo ou retardá-lo.
Havendo vontade de seguir em frente, surgem outras duas exortações.
Uma se refere ao ato de tomar a própria cruz.
Todo ser é como se construiu ao longo dos séculos.
Sua felicidade e sua desgraça constituem a herança que preparou para si mesmo.
Não adianta buscar culpados para as próprias mazelas.
A razão dos problemas enfrentados não reside no governo, no cônjuge, no vizinho, nos filhos, nos pais ou no patrão.
O Espírito é artífice de seu destino.
De acordo com seus atos, pensamentos e sentimentos, forja suas experiências e necessidades.
Como os outros não são culpados, não adianta tentar transferir o peso da cruz que se carrega.
A rebeldia e a revolta não resolvem nenhum problema.
É preciso coragem e decisão para assumir a responsabilidade pela vida que se leva, pelos próprios problemas e dificuldades.
Sem reclamações ou desculpas, é necessário tomar a cruz aos ombros e seguir adiante, com firmeza e dignidade.
Por difícil que se apresente, o dever precisa ser cumprido.
O derradeiro conselho é renunciar a si próprio.
Esse evidencia que o egoísmo é incompatível com a sublimação espiritual.
Quem deseja se libertar de injunções dolorosas tem de exercitar a abnegação.
Aprender a servir, a calar e a compreender, sem qualquer expectativa de retorno.
Trata-se do esquecimento dos próprios interesses no cuidado do semelhante.
Quem se esquece de si mesmo no afã de ajudar o outro ultrapassa o limite de seus deveres.
Não mede perdas e ganhos e se entrega à atividade do bem, pela simples alegria de ser útil.
Talvez o programa de trabalho pareça difícil, em um mundo marcado pelo egoísmo.
Mas representa a rota de acesso à paz e à plenitude.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

sábado, 18 de setembro de 2010

MUlher iraniana condenada ao apedrejamento


A primeira pedra

Reflitamos sobre este costume humano de apontar faltas, defeitos, problemas, no outro.
Julgamos sempre.
Na maioria das vezes, ainda, com uma severidade desproporcional – dessa que não desejaríamos para conosco de forma alguma.
Somos demasiadamente cruéis em nossos julgares, pois raramente analisamos a situação com cuidado. Raramente consideramos atenuantes e quase nunca somos imparciais.
Recordamos os acusadores da mulher adúltera, na conhecida passagem evangélica.
O julgamento foi sumário. A lei humana, na pobreza de achar que a punição pela morte seria a solução, condenou aquela mulher ao apedrejamento em praça pública.
Assim, achamo-nos no direito de apedrejar.
Enchemo-nos de razão e raiva, carregamos as mãos das melhores pedras, e apontamos para o criminoso.
Mas, quem de nós não está criminoso? – Poderíamos inquirir, inspirados pela pergunta feita por Jesus naquela feita.
Dizemos não está ao invés de não é, pelo simples fato de que ninguém está fadado ao mal, ninguém foi feito criminoso. É um estado temporário no erro.
Quem de nós não está criminoso?
Esta proposta – que é de Jesus - não isenta a pessoa de assumir a responsabilidade sobre seus atos.
Ela apenas ajuda a controlar nossa crueldade, num primeiro momento, e depois, auxilia no reconhecimento de nossas próprias falhas.
A lição do Atire a primeira pedra aquele que não se encontra em pecado é um exercício de tolerância e de autoconhecimento também.
Evita-se a condenação cruel, intolerante, e, logo após, se promove uma reflexão íntima, buscando cada um as suas próprias dificuldades a vencer.
Todos estamos inseridos neste processo de erros e acertos. Todos fazemos parte dos mecanismos da Lei de Progresso que nos impulsiona para frente.
Perdoar, compreender os erros alheios, não é promover a impunidade – de maneira nenhuma. A Lei Divina sempre irá cobrar Seus devedores.
Tolerar significa estender as mãos de amor a quem precisa de amparo, de orientação.
* * *
Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem.
Põe-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma.
Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara, fazendo-o, seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.
É por essa razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo.
Interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.
Estejamos, assim procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz...

Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Desafiando os Dogmas Católicos


Um anúncio de sorvete com a fotografia de uma modelo como uma freira grávida foi proibido pelo órgão que regula a publicidade no Reino Unido.

A Advertising Standards Authority considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs
A Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês) considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs, principalmente de católicos.A empresa por trás do anúncio, Antonio Federici, no entanto, prometeu exibir posteres semelhantes em parte do trajeto que o Papa Bento 16 fará na capital britânica. A visita de estado do Papa, que começa nesta quinta-feira, é a primeira desde a criação da Igreja Anglicana em 1534.A peça publicitária mostra uma modelo grávida, vestida de freira, saboreando o sorvete em uma igreja com os dizeres: "Concebido imaculadamente" em referência ao dogma cristão da concepção de Jesus e "Sorvete é a nossa religião".
A empresa britânica responsável pela peça disse que exibirá posteres com imagens semelhantes perto da Abadia de Westminster. A agenda do Papa prevê uma visita à abadia nesta sexta-feira, que será seguida da celebração de uma missa na Catedral de Westminster no sábado.
A empresa não revelou que imagem será exibida no novo anúncio, dizendo apenas que será uma "continuação do tema". Por meio de uma porta-voz, a empresa disse que a nova peça tem como objetivo "desafiar" a proibição do órgão regulador.
Por meio de um comunicado, a agência reguladora disse não poder fazer comentários sobre anúncios que ainda não foram divulgados, mas que está atuando, nos bastidores, para que o anunciante respeite as diretrizes.A empresa disse ainda que tem o objetivo de comentar e questionar, usando a sátira e o humor, a relevância e a hipocrisia da religião e a postura da igreja em relação a questões sociais.O anúncio proibido foi publicado em edições das revistas The Lady e Grazia e recebeu 10 reclamações.A empresa tentou argumentar que o baixo número de queixas não deveria comprometer a liberdade de expressão com o grande público.Este é o segundo anúncio de Antonio Federici proibido pela ASA. Em 2009, uma imagem que mostrava um padre e uma freira se preparando para um beijo foi também rejeitada pela agência reguladora.

UOL.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mulher viciada em jogos online é condenada por negligenciar filhos


Uma britânica viciada em jogos online foi proibida de usar computadores por não alimentar corretamente seus filhos e deixar dois animais de estimação morrerem de fome. O caso ocorreu na cidade de Swanley, em Kent (Inglaterra), informa o “Telegraph”.
A mulher, que teve sua identidade protegida, alimentou os dois filhos, de 10 e 13 anos, com feijões em lata cozidos frios ou comida pré-preparadas, por um período de seis meses. A mãe também não dava talheres aos meninos para comerem as “refeições”.
Dois cachorros, um pastor alemão e um lurcher, morreram de fome e os cadáveres foram deixados na sala de jantar durante dois meses enquanto a britânica jogava Small World na internet, praticamente sem parar, relataram as autoridades de Kent. Aos oficiais, a mulher confessou “provavelmente ter matado os animais de fome por não abandonar o jogo no computador”.
Policiais que investigaram o caso afirmaram ainda que a casa estava em condições péssimas de limpeza, com lixo acumulado nos cômodos, comida embolorada e enxames de moscas.
A denúncia dos maus tratos às crianças e animais foi feita por um vizinho. A corte de Maidstone Crown sentenciou a mulher a 75 horas de trabalho voluntário, mas suspendeu a pena de seis meses de prisão. Ela também foi proibida de ter animais de estimação e acesso à internet.
Vício em jogos na web
Segundo as autoridades, a britânica se tornou viciada no Small Worlds depois de receber o convite para jogar de um amigo do Facebook.
Ela começou jogando por cerca de uma hora e, a partir de agosto de 2009, passou a ter o comportamento obsessivo: a britânica dormia apenas duas horas por noite. Passou então a alimentar os filhos com comidas que não precisavam ser cozidas ou pré-preparadas, como sanduíches, macarrão instantâneo, salgadinhos e tortas.
De acordo com o promotor do caso, Deepak Kapur, a mulher “era uma mãe dedicada até que o marido morreu após um ataque cardíaco e se fechou no mundo online". "Ela vivia no mundo real apenas num nível muito básico”, disse
Fonte: UOL .com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Decisão é Sua


Jogar ou recolher. Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

HOMENAGEM AOS CORINTHIANOS


Confissão em homenagem ao Centenário do Corinthians
Texto de Nathan Malafaia
Recordo-me que, antes mesmo de entender o que era futebol, eu já torcia para o Corinthians: herança passada de pai para filho - como tantos por aí. Mesmo jogando bola nas ruas de terra do bairro do Golfinho, em Caraguatatuba, o menino que eu era no início dos anos noventa ainda não possuía o fascínio pelo futebol que o adulto de hoje tem. Sabia que era gostoso ir para a rua jogar com o meu irmão Artur, com vários amigos do bairro, e com o tio Edi, que tanto me paparicava - e que, em meio aos moleques, se sobressaía, não só por seus quase 20 anos, mas também por sua habilidade.
Meu tio Edi era o caçula de cinco filhos, irmão de minha mãe. Embora fosse santista, meu querido e finado avô Francisco não conseguiu fazer com que qualquer de seus filhos o seguisse na paixão clubística (diferentemente do que aconteceu com meu pai, Eduardo): a tia Rosa, mais velha, virou corinthiana; minha mãe, Rose Mary, palmeirense (mas depois decidiu dar um passo a frente e virou ponte-pretana); o tio Gil, corinthiano, como a tia Ana. E o tio Edi deveria seguir pelo mesmo caminho - mas algo o desviou. Insondável como é a escolha de um time, ele preferiu dedicar sua torcida ao São Paulo.
Meu avô foi, durante muitos anos, feirante, e meu tio Edi trabalhava com ele. Trabalhavam com roupas, entre elas, também estavam os uniformes dos clubes. Lembro-me certa vez que o meu tio Edi foi presentear a mim e ao Artur com uniformes; entretanto, escondeu-os atrás do corpo. Perguntou se queríamos, independente de ver, ao que respondemos: “queremos, se for do Corinthians!”. Meu tio não deixava nem mesmo meu pai ver os uniformes - que eram, afinal, do Corinthians mesmo. Como dito acima, meu tio Edi me paparicava bastante (à época, eu era o mais novo dos seus sobrinhos homens), vivia me elogiando, quando jogávamos bola (logo eu, que nunca fui grande coisa com a bola nos pés). Uma época, eu estava com certa habilidade no gol, e cheguei a ganhar um par de luvas dele. Sempre engraçado e brincalhão, eu tinha (e tenho hoje, embora já não igual ao de uma criança) um grande amor pelo por ele.
E certa noite ele tentou se aproveitar disto: disse, a mim e a meu irmão mais velho, que, se trocássemos o Corinthians pelo São Paulo, nos daria um uniforme completo do tricolor. Meu irmão não topou (nunca perguntei a ele nada sobre isto); eu, depois de muita insistência, aceitei. Afinal, seria muito legal torcer para o mesmo time que o tio Edi, que eu tanto adorava.
Na hora de dormir, deitei-me e fiquei na cama acordado; o tempo passava e percebi que algo me incomodava. Além de teimar em não pegar no sono, minha mente não conseguia esquecer a promessa feita ao tio, e o seu significado: torcer pelo São Paulo significaria... Não torcer pelo Corinthians. Ainda que eu, do alto de meus seis anos de idade, não acompanhasse o futebol de perto, já tinha no peito um grande amor pelo meu time. A única saída que eu tive diante daquela situação foi chorar, pois eu percebi que não queria ser são-paulino - o que eu queria era apenas agradar meu tio. Mas não havia espaço para o São Paulo no meu coração.
Pois ele já era corintiano, como sempre será. E só me restou pedir desculpas ao meu tio pela promessa que não poderia cumprir.

A VERDADE SOBRE O GRITO DO IPIRANGA

(Em homenagem a este nobre dia, republico aqui um texto que saiu na Folha de S.Paulo no ano passado e conta como foi realmente proclamada a independência no Brasil em 1822, que, é claro, teve a ver com futebol)

Quando fazia as pesquisas para meu primeiro livro ("O Chalaça"), um romance histórico que tem como protagonista o secretário particular do primeiro imperador do Brasil, deparei-me com um documento surpreendente: uma carta de dom Pedro 1º para sua amante Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos.
Tais papéis contavam uma nova versão para a independência do país.
Tratava-se de uma revelação tão retumbante que, confesso, tive receio das possíveis repercussões e a omiti.
Porém, passados 15 anos do livro e quase 200 desde o Dia do Grito, finalmente tomo um gole de coragem e trago a público esta importante página da história pátria:
"Titília, minha querida, nestes dias aconteceram coisas mui divertidas que não posso deixar de te contar. Tudo começou quando voltávamos de Santos. Estávamos ao lado do riacho Ipiranga quando o Chalaça espreguiçou e disse: 'Bem que podíamos dar uma parada e jogar uma partidinha de futebol'.
"Imediatamente aprovei a ideia e ordenei à comitiva que desmontasse dos burros. Por sorte havia dois pares de palmeiras que nos serviriam perfeitamente de traves. Porém, havia um problema. Não estávamos em 22, mas apenas em 13. Então mandei que o Chalaça fosse convidar nove homens entre os camponeses que estavam ali perto a nos observar. Como não se nega um convite do príncipe regente, logo tínhamos onze de cada lado. Um dos times, só com os portugueses da comitiva, ficou escalado assim: Joaquim; Manuel, Joaquim Manuel, Manuel Joaquim e Manu; Quim, Manuelzão e Quinzinho; Maneco, Quinzão e Jota Eme.
"No outro ficamos o Chalaça, eu (de goleiro, é claro) e os nove brasileiros. Não lembro de todos, mas sei que havia um de pernas tortas, um de fartos bigodes, um que possuía um nome grego (talvez Sófocles), um branco alcunhado de Galinho e um negro chamado Nascimento.
"Mal começou a peleja e vi que seria um passeio. Os brasileiros trocavam passes com tanta maestria que mais pareciam bailarinos. Penetrávamos na defesa adversária como se fôssemos faca e ela, manteiga. Eu não precisei fazer uma defesa sequer e fiquei encostado numa das palmeiras assistindo ao espetáculo.
"Os nossos golos brotavam naturalmente, e o primeiro tempo terminou com o redondo placar de 10 a 0. Foi então que minha comitiva, irada por perder de forma tão vexaminosa, cercou-me e exigiu que eu e o Chalaça deixássemos o time dos brasileiros e passássemos à equipa dos lusitanos. 'Teu dever é defender Portugal', diziam eles.
"Pensei em como seria terrível enfrentar aquela equipa e não tive dúvidas, ergui a bola e gritei: 'Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus e pelo meu time, juro promover a liberdade do Brasil! Independência ou morte!'
"O jogo continuou e terminamos ganhando por 23 a 1 (o Chalaça fez um golo contra).
"Pois bem, minha Titília, esta é a verdadeira história da Independência do Brasil. Mas, pensando no futuro, creio que vou inventar uma versão menos prosaica, com soldados, espadas e cavalos brancos. Um beijo do teu imperador e goleiro, Pedro."
Blog do Torero. uol

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mulheres Insatisfeitas Sexualmente


Dois terços das mulheres sofrem de problemas sexuais, aponta estudo
Quase dois terços das mulheres sofrem algum problema sexual, incluindo falta de libido e de satisfação, segundo estudo publicado na edição de agosto do British Journal of Urology. Avaliando 587 mulheres com idades entre 18 e 95 anos atendidas em uma clínica urológica em Nova Jersey, EUA, os pesquisadores descobriram que 63% das mulheres sofrem de disfunção sexual. E esses problemas parecem aumentar com a idade, a menopausa e o uso de alguns antidepressivos.
Os resultados indicaram que a principal disfunção sexual apresentada pelas mulheres é a falta de desejo sexual (47% dos casos), seguida de problemas com o orgasmo (45%), questões de excitação (40%), falta de satisfação (39%), falta de lubrificação (37%) e dor (36%). E, entre os principais fatores de risco para as disfunções, os especialistas destacam, além da idade avançada, histórico de abuso sexual ou de infecções sexualmente transmissíveis, depressão, menor status socioeconômico, pior saúde física e menor experiência sexual.

“A disfunção sexual pode ter um efeito importante na qualidade de vida da mulher. Autoestima, senso de completude e relacionamentos podem ser seriamente e adversamente afetados, tendo um pesado custo emocional”, destacou Debra Fromer, da Universidade Hackensack. “Por isso, é tão importante assegurar que os problemas sejam identificados e tratados sempre que possível. Por exemplo, numerosos tratamentos com hormônios e outras drogas podem beneficiar as mulheres com disfunção sexual”, concluiu.

Os Mitos do Filho Único

Filhos únicos não têm desvantagens nas habilidades sociais, aponta estudo
Ao contrário da crença geral, ser criado como filho único não faz com que os adolescentes tenham desvantagens em relação à sua capacidade de se relacionar com os outros, segundo estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. Avaliando mais de 13 mil estudantes do ensino fundamental e médio, os pesquisadores descobriram que o fato de não ter irmãos não atrapalha as habilidades sociais de um adolescente.

“Com a diminuição do tamanho das famílias nos países industrializados, há preocupações sobre o que pode significar para a sociedade o crescimento do número de crianças sem irmãos e irmãs”, destacou a pesquisadora Donna Bobbitt-Zeher. “O medo é que eles possam perder algo ao não aprenderem habilidades sociais através da interação com os irmãos”, acrescentou.

Publicados na edição de setembro da revista científica Pediatrics, os resultados mostraram que os filhos únicos e seus pais não devem se preocupar nesse sentido. As crianças e jovens avaliados classificaram os filhos únicos como amigos com a mesma frequência que o faziam com aqueles que foram criados com irmãos. “As crianças interagem na escola, participam de atividades extracurriculares e socializam dentro e fora da escola”, conclui a pesquisadora.
Blog.Uol.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Injustiça da Vida

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito...
Blog.casa da filosofia

Aprender a Amar


De que vale a vida? Qual o motivo de estarmos aqui? São tantos os problemas, que temos dificuldades em responder a essas perguntas.
Ouve-se com frequência os noticiários das catástrofes naturais, que nos assustam. Outras vezes, são crimes hediondos que chocam.
Dias há em que a saúde nos falta, outros em que o nosso amor se despede e parte para onde os olhos não enxergam. E ainda outros são dias de problemas no seio da família e no trabalho.
Jesus, ao afirmar que neste mundo só teríamos aflições, lembra-nos que a vida é escola a nos dar lições, nem todas permeadas pela alegria e a satisfação.
Porém, qual a finalidade dessas lições? O que a vida espera de cada um de nós, ao nos impor desafios pesados, aflições que nos perturbam e nos exigem tanto da alma? Em outras palavras, o que a vida quer de nós?
Jesus foi indagado a respeito, quando, utilizando o linguajar da época, alguém Lhe perguntou qual o maior mandamento da Lei de Deus.
Para o religioso que O indagara, entender o mandamento da Lei de Deus significava entender o próprio objetivo da vida.
E Jesus foi claro ao responder que o objetivo maior da vida é o de amar. Seja o amor a Deus, o amor ao próximo ou o amor a si mesmo, devemos aprender a amar.
Desta forma, seja o que for que nos ocorra, essas situações serão sempre dádivas da vida a nos oferecer possibilidades para o aprendizado do amor.
Seja o que quer que venha a nos suceder, lembremos que no fundo e no final de tudo, está o aprendizado para o amor.
Por isso, a atitude mais sábia que podemos ter perante a vida é a de amar. Amar incondicionalmente.
Pensando dessa forma, Richard Allens escreveu um poema que diz o seguinte:
Quando ames, dá tudo o que tenhas
E quando tenhas chegado ao teu limite, dá ainda mais
E esquece a tua dor.
Porque frente à morte, só o amor que tenhamos dado e recebido é que contará. Todo o mais: as vitórias, as lutas, os embates ficarão esquecidos em nossas reflexões.
E conclui o poeta:
E se tenhas amado bem, então tudo terá valido a pena.
E o prazer que encontrarás nisso durará até o final. Porém, se não o tenhas feito, a morte sempre te chegará muito rápida, e afrontá-la será por demais terrível.
Assim, compreendemos que a única coisa que importa é o amor. Tudo o mais, nossas conquistas, nossos títulos, o dinheiro que temos ou a posição social que desfrutamos, é secundário.
O que fazemos não é importante. A única coisa que importa é como fazemos. E o que realmente importa é que o façamos com amor.
Por isso, antes que a morte nos convide a retornar ao grande lar, antes que nossa jornada de aprendizado aqui se conclua, aproveitemos o tempo e as lições para que o amor comece a ganhar espaço em nosso mundo íntimo.
Aproveitemos os dias valiosos da existência. A cada nascer do sol aceitemos o convite ao aprendizado do amor que se renova.
Entendendo a vida por esse prisma, tenhamos a certeza que as dores amenizarão e as ansiedades repousarão na certeza de que Deus vela por todos, aguardando que as lições do Seu amor se façam em cada um de nós.

Redação do Momento Espírita

Opressão Feminina

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as autoridades de seu país não permitirão a vinda da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani para o Brasil. A mulher, que foi condenada por adultério e teve a pena de morte por apedrejamento suspensa, recebeu oferta de asilo do Brasil.
Ahmadinejad falou sobre os pedidos internacionais a respeito da sentença inicial à qual ela foi condenada declarando que "o número dessas pessoas é muito, muito insignificante". O Irã suspendeu a sentença por apedrejamento de Sakineh, de 43 anos e mãe de dois filhos, mas agora a acusa de ter participado do assassinato de seu marido, ocorrido em 2005. Ela ainda pode ser morta por enforcamento.
O Brasil, que tem relações amigáveis com o Irã, ofereceu asilo a ela. Em entrevista transmitida pela televisão hoje, o presidente disse que não acha que haja necessidade de enviá-la ao Brasil e que o Judiciário é contrário à ideia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Reflexão


A canção de qualquer mãe e pai

Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós.
* * *
Tais as inspiradas e inspiradoras palavras de Lya Luft, em sua crônica intitulada A canção de qualquer mãe.
Quando o mundo elege algumas datas para celebrar o amor de mãe, de pai, de namorados, a escritora prefere escrever a seus filhos, enviando uma mensagem inesquecível de carinho e reconhecimento.
Sim, pois sempre será honra inestimável ser pai, ser mãe. Participar da criação de Deus, mesmo que de forma singela, é razão de júbilo intenso no coração.
Quando se vivencia o amor de pai, o amor de mãe, tudo passa a ser diferente – nós nos transformamos.
Serão tempos diferentes, quando todas as nossas relações forem assim, como a da mãe que diz aos filhos:
Que quando precisarem de mim, meus filhos, vocês nunca hesitem em chamar: mãe! Seja para prender um botão de camisa, ficar com uma criança, segurar a mão, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupação.
Sim, serão tempos diferentes esses...
Tempos do amor que independe da presença e do tempo.
Tempos de nova compreensão sobre presença e sobre tempo.
O amor de mãe e de pai está mudando o mundo, pois estes estão mais maduros, mais atentos, mais vivos...
Nada será como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua força.
Nada será como antes, quando os pais aprenderem a olhar nos olhos de seu bebê, dizendo:
Não sabemos o que nos uniu nesta nova família, se a afinidade intensa ou o compromisso inadiável perante as Leis maiores, mas não importa: tudo o amor irá superar.
Este será o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decisão dentro do lar, dentro da vida.
Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços:
Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência.
A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.
E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Você convive com um psicopata ?

De Luiz Flávio Gomes:
Logo que o rumoroso caso “Bruno” ganhou força midiática – julho de 2010 – começaram a afirmar de que ele seria um psicopata, caso tivesse feito tudo que foi divulgado. Seria mesmo? Quem é o psicopata? Como ele se comporta? Como ele se relaciona com as pessoas? Você – por acaso – convive com um psicopata? Como funciona a cabeça dele? Nem todo psicopata é deliquente assim como nem todo delinquente é psicopata (Cleckley). De qualquer maneira, parece certo que a psicopatia se apresenta como uma das “produtivas fábricas” que integram nossa “Holding Brasil de violência e delinquência”. Na íntegra.
Blog do Rigon

Números mostram aumento da violência doméstica em 2010


O número de atendimentos no disque-denúncia contra a violência doméstica aumentou 112% entre janeiro e junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão da Presidência da República. A “Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180” registrou 343.063 atendimentos em 2010 contra 161.774 em 2009.
Segundo informações da SPM, as denúncias contra os crimes de ameaça e de lesão corporal representam cerca de 70% dos registros de ligações. A maioria das mulheres que ligam têm entre 25 e 50 anos (67,3%) e com nível fundamental de escolaridade (48,3%). Já os agressores têm entre 20 e 45 anos (73,4%) e nível fundamental (55,3%).
De um total de 62.301 relatos de violência, 36.059 correspondem à violência física, 16.071 à violência psicológica, 7.597 à violência moral, 826 à violência patrimonial, e 1.280 à violência sexual. Também há denúncias de situações de tráfico (229) e casos de cárcere privado (239).
Das pessoas que entraram em contato com o serviço, 14,7% disseram que a violência era cometida pelo ex-namorado ou ex-companheiro, 57,9% afirmaram estar casadas ou em união estável e 72,1% delas relataram viver junto com o agressor.
Cerca de 39,6% das denunciantes declararam que sofrem violência desde o início da relação e 57% sofrem violência diariamente. Em 50,3% dos casos, as mulheres dizem correr risco de morte.
O percentual de mulheres que declaram não depender financeiramente do agressor é de 69,7%. Os números mostram ainda que 68,1% dos filhos presenciam a violência e 16,2% deles sofrem violência junto com a mãe. O balanço foi divulgado no mesmo mês em que a Lei Maria da Penha completa quatro anos de existência. Durante este período, o “Ligue 180” registrou 1.266.941 atendimentos. Desses, 30% correspondem a informações sobre a legislação (371.537).

Adolescentes viciados em internet são mais propensos a depressão, diz estudo

Adolescentes que são "viciados" em internet têm mais que o dobro de chance de ficarem deprimidos do que aqueles que surfam de uma maneira mais controlada, segundo um estudo publicado ontem, 2 de agosto.
Para o estudo, publicado no Arquivos de Medicina Pediátrica e do Adolescente, 1.041 adolescentes de Guangzhou, sudeste da China, completaram um questionário para identificar se usavam a internet de uma maneira patológica, e foram avaliados quanto a ansiedade e depressão.
A grande maioria dos jovens - mais de 940 - usava a internet normalmente, mas 62 (6,2%) foram classificados como sendo usuários moderadamente patológicos e dois (0,2%), como "gravemente patológicos".
Nove meses depois, o estado psicológico dos adolescentes foi reavaliado, e os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a internet de maneira descontrolada tinham chance duas vezes e meia maior de desenvolver depressão do que os que usavam a Web normalmente.
Mesmo quando o stress dos estudos foi colocado na equação, os viciados em internet ainda eram uma vez e meia mais propensos a sentirem-se deprimidos do que aqueles que usavam a internet de modo razoável.
"Esse resultado sugere que jovens que são inicialmente livres de problemas mentais, mas usam a internet de modo patológico, poderiam desenvolver depressão como consequência" disseram os autores do estudo Lawrence Lam, da Escola de Medicina de Sidney, e Zi Wen-Pen, do Ministério de Educação Chinês.
O uso patológico da internet foi identificado como comportamento problemático com sinais e sintomas similares àqueles de outros vícios, de acordo com o estudo.
Um sinal de alerta do uso patológico da internet: adolescentes que foram considerados viciados em internet no estudo tendiam a usá-la mais para entretenimento do que para estudar ou conseguir informações, descobriram Lam e Zi.
Por outro lado, entretenimento foi o uso de internet mais comum entre os jovens do estudo, cuja idade média era de 15 anos.
Os pesquisadores sugerem monitorar adolescentes na fase do colegial para identificar jovens em risco de se tornarem viciados em internet e, possivelmente, deprimidos devido ao comportamento patológico.
Folha.com

domingo, 25 de julho de 2010

MENSAGEM AOS PAIS


Crescer

Nas anotações do Novo Testamento, o Evangelista Lucas registrou que, após o episódio em Jerusalém em que Jesus extasiara aos doutores da lei com Sua sabedoria, Ele Se retirou para Nazaré com Seus pais, Maria e José.
Em seguida ele escreve: ...e Jesus crescia em sabedoria, idade e graça, diante de Deus e dos homens.
Crescer é uma preocupação humana. Quando uma criança nasce, logo os pais passam a se preocupar com seu saudável desenvolvimento.
Esmeram-se em dietas alimentares, procurando balancear proteínas, vitaminas e sais minerais, de forma que nada falte ao pimpolho.
Produtos sem agrotóxicos, sem conservantes. Consultam especialistas para ver se tudo está em ordem. Se ele cresce de forma regular, se o peso está correto.
E tão logo possam, o colocam na escola para que se instrua e aprenda muitas coisas.
Quando casais jovens se encontram, não é raro se observar um quase duelo em que cada qual procura mostrar como o seu filho é mais inteligente do que o filho do outro.
Se o filho se interessa por esportes ou se destaca nas artes, para logo investem os pais tudo o que podem, sem medir esforços, por vezes esquecendo até que estão tratando com uma criança.
O conceito é de genialidade, de insuperável, de melhor.
Crescer é, enfim, o objetivo do ser humano. Crescer fisicamente, crescer no intelecto, amadurecer.
Um detalhe, neste contexto, não deve ser esquecido: o de que o filho é um Espírito reencarnado.
E, como Espírito, necessita também, e muito, das coisas espirituais.
Desde cedo, ensinemos aos nossos filhos sobre a existência de Deus, de Jesus, dos objetivos da vida.
Trabalhemos os valores morais, aprimorando-lhes o caráter. Ensinemo-lhes a serem verdadeiros, honestos, corajosos. A utilizarem da bondade para com os menos favorecidos da sociedade, a perdoarem, a compreenderem.
Muito mais do que homens intelectuais, o mundo necessita de homens sábios, o que equivale a dizer, criaturas que utilizem os seus conhecimentos para o bem da comunidade.
Homens que vejam nos outros homens seus irmãos e assim os tratem.
Homens que saibam que estão passando pela Terra, numa rápida viagem de aprendizado.
Que logo mais retornarão à pátria verdadeira, ao mundo invisível e deverão aprontar sua bagagem que se deve constituir de algo mais além de medalhas conquistadas no esporte, aplausos conseguidos na sociedade, troféus angariados por seus esforços.
Devem levar dentro d'alma brilhando, como pérolas preciosas, as boas ações que realizaram, as virtudes que adquiriram e o amor que exercitaram.
* * *
A alma humana pode ser comparada a um solo a ser cultivado. Como agricultores atenciosos, cabe-nos zelar pela produtividade do jardim e do pomar das almas dos nossos filhos.
Preparar a terra do coração, revolver os canteiros da mente, semear as boas sementes é nosso dever.
Florescer, perfumar e frutificar é a parte que compete aos Espíritos que nos são confiados, como filhos.
Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Para Aquecer o Inverno


Caldinho de feijão preto - Receita do bar Filial
Ingredientes:1/2 kg de feijão preto150 gramas de linguiça paio cortada em rodelas2 dentes de alho picados2 colheres (sopa) de azeite1/2 kg de costelinhas de porco2 colheres (sopa) de cebola picadinha1/2 xícara de óleoSal e pimenta4 xícaras de torresmos4 pãezinhos cortados em fatias
Modo de preparar:Cozinhe o feijão com o paio e o alho já dourado no azeite. Depois de cozido, bata no liquidificador o feijão com o paio e a água do cozimento, verifique o sal e reserve.Tempere as costelinhas de porco com a cebola, pimenta e sal a gosto. Frite no óleo bem quente até ficarem tostadas.Sirva o caldinho bem quente em canecas, acrescentando para cada porção uma costelinha. Acompanhe com torresmos e fatias de pão francês.Rendimento: 8 porções
Caldo de feijão - Receita do bar Pirajá
Ingredientes250g de feijão preto cozido50 ml de óleo1/2 maço de cebolinha verde1/2 maço de salsa10g de alho picado1 pitada de coentro50g cebola picada (1/2 unidade)50g de bacon picado em cubos50g de pimentão vermelho picado
Refogar o bacon, a cebola e o pimentão junto com o alho no óleo até dourar, juntar todos os ingredientes na panela e mexer bem. Após esfriar um pouco, bater tudo no liquidificador.
Rende 1 litro ou 5 porções. Servir com torresmo.

domingo, 11 de julho de 2010

Advogada, irmã de Luciano Zsafir, escreve livro com o nariz


Alexandra Lebelson Szafir, 42 de idade, sempre foi uma mulher inquieta. Nem mesmo a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que a impede de falar e movimentar qualquer parte de seu corpo (a não ser os olhos e o nariz) fez a advogada criminalista desistir de trabalhar. Há poucas semanas, ela lançou “DeScasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos” (Editora Saraiva, 82 páginas, R$ 19,90), seu primeiro livro. Ele foi escrito com uma ajuda especial: um software que dá ao nariz de Alexandra a possibilidade de mover o mouse e teclar. Durante a preparação do livro, ela nunca parou de trabalhar. Ela é sócia do escritório de Advocacia Toron, Torihara e Szafir (São Paulo, capital).O atendimento gratuito a pessoas que jamais poderiam pagar por um advogado também nunca parou. E foi nesse universo de renegados que Alexandra - irmã do ator Luciano Szafir - foi buscar as histórias do livro. Em 21 capítulos, ela narra de forma simples o descaso com que o Estado eventualmente trata aqueles pelos quais deveria zelar. Entre as narrativas, o caso de um jovem paraplégico – que após ser baleado pela polícia necessitava de cuidados médicos constantes – e que a promotoria insistia em colocar atrás das grades mesmo sem poder garantir sua integridade. Depois, as idas e vindas da cadeia de “Lady Laura”, uma senhora de 75 anos com claros problemas mentais. E ainda a prisão de um acusado que morava na favela e não teve seu endereço encontrado por uma omissa oficial de justiça, o que o levou à prisão. A narrativa de Alexandra revela histórias chocantes de pessoas tratadas como não humanos. E chega a situações hilárias, como a narrada no Romance Forense, nesta mesma edição do Espaço Vital, quando - durante um julgamento - um juiz acordou de um cochilo e falou o que não deveria ter dito.A advogada não se rende a generalizações; prefere buscar saídas para o labirinto em que a Justiça parece se perder. “Não diria que o Judiciário é desigual; as pessoas têm essa impressão porque geralmente só os casos de pessoas de classe social mais alta são noticiados pela imprensa. Mas quando esses casos são confrontados com o de uma pessoa pobre na mesma situação jurídica de um rico, os tribunais o tratarão da mesma forma. Basta lembrar que o STF limitou o uso de algemas, em um caso em que se tratava de um humilde pedreiro”, afirma.A renda do livro de Alexandra será revertida para a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica. Advogada desde 1994, ela é formada pela Faculdade de Direito da USP. Recentemente, recebeu o Prêmio Advocacia Solidária, oferecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Instituto de Defesa do Direito de Defesa e Instituto Pro Bono para homenagear advogados que trabalham gratuitamente em causas sociais.

espaçovital.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

SABERES DIFERENTES


Narra-se que, num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito e com ar altivo, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não. Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido acrescenta:
É pena... Você perdeu metade de sua vida!
A professora, então, muito social, adentra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. Responde o remador.
Que pena! – condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso, uma onda muito forte vira o barco
O canoeiro, preocupado, pergunta:
Vocês dois sabem nadar?
Não! Responderam eles rapidamente, em conjunto.
Então é pena! – conclui o barqueiro – vocês perderam toda sua vida!
* * *
O texto do educador Paulo Freire mostra, com bom humor e profundidade, que não há saber maior ou saber menor, apenas saberes diferentes.
Todos somos importantes e sempre temos algo a contribuir para com a sociedade.
Cada um com suas habilidades, na sua área de conhecimento específico, fazemos parte de uma grande engrenagem, tanto na Terra, como no Cosmos.
Para que essa engrenagem funcione bem, os dentes precisam estar bem encaixados, uns oferecendo, outros recebendo e vice-versa.
Juntos formamos um organismo completo, onde as pequenas e importantes peças, sempre solidárias entre si, complementam-se, preenchendo as deficiências umas das outras.
A Lei maior do progresso dita que todos, um dia, saberemos tudo sobre tudo. Porém, neste longo caminho a ser trilhado, vamos adquirindo tais conhecimentos gradualmente.
A Sabedoria Divina, sempre fabulosa, faz com que tenhamos uma interdependência entre nós, para que nos ajudemos mutuamente e não nos isolemos.
Desta forma as sociedades precisam dos advogados, das professoras, dos médicos. Mas também carecem dos barqueiros, dos garis, dos músicos, etc.
É nisto que está a beleza da vida, das habilidades que se complementam e se auxiliam para que todos possam não só viver, mas bem viver.
* * *
Nunca desmereça os serviços aparentemente simples e maquinais.
Os trabalhos manuais enriquecem a alma, da mesma forma que aqueles que exigem muitos conhecimentos.
Cada um deve servir com suas forças, com aquilo que tem de melhor. Nossas diferenças nos enriquecem, nos fazem aprender uns com os outros em toda ocasião.
Aproveitemos as oportunidades de aprender com o diferente, construindo no íntimo as virtudes da humildade e do respeito.
Viva a diferença que pode conviver em harmonia!

Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O PARANÁ CONTRA REQUIÃO


Com o entrevero ocorrido entre Requião e Rubens Bueno, me surgiu uma idéia, porque não criamos um jogo na internet, onde quem quisesse daria um soco na cara do Déspota ? O lha, que tem muita gente que iria gostar disso ! Os americanos, que são tão politicamente corretos, criaram um jogo com o fato da sapatada no Jeorge W Bush !

DEZ MULHERES SÃO ASSASSINADAS POR DIA NO BRASIL

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus). Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil). As informações são do jornal O Estado de São Paulo. Fonte Hilário Gomes.

sábado, 3 de julho de 2010

A Paz no Mundo Virá dos Lares


A natureza respirava perfumes suaves, carreados nos braços dos ventos brandos.
Pairavam nas mentes e nos corações ansiedades feitas de alegrias e expectativas.
João, o discípulo amado, acercou-se de Jesus e, com serenidade, interrogou:
Quando dizemos que Deus é nosso Pai Amantíssimo, porque é o Criador de todas as coisas, devemos entender que todos somos irmãos, mesmo em relação àqueles que se afastam de nós e nos detestam?
Sem dúvida, João. – confirmou o Amigo – Os maus e indiferentes, os perversos e odiosos também são nossos irmãos, pois que, se fora ao contrário, concordaríamos que existiria outro Genitor Divino.
Pertencemos todos à família universal, ligados, uns aos outros, pela mesma energia que a tudo deu origem.
A fim de que o amor se estabeleça entre as criaturas de conduta e de sentimentos tão difíceis, o Excelso Pai fez o ser humano também co-criador.
Assim contribui com ele para o crescimento de cada um, através da união conjugal, da qual surge a família consanguínea, que é a precursora da universal.
Graças à união dos indivíduos pelo sangue, surgem as oportunidades da convivência saudável, mediante o exercício da tolerância e da fraternidade.
Tal exercício é treinamento para a compreensão dos comportamentos tão diversos que serão enfrentados nos relacionamentos fora do lar.
* * *
Jesus deixa muito clara a importância da instituição familiar no mundo.
Mostrando apenas uma de suas mil nuances abençoadas, o Mestre reforça a dedicação que devemos aplicar no lar.
Somos co-criadores e tal deferência nos deve fazer sentir honrados e felizes.
Não criamos almas, mas contribuímos para a criação dos novos corpos que recebem, diariamente, Espíritos que ainda precisam voltar à carne.
Assim, dos laços de sangue, pela íntima relação que proporcionam, nascem novos amores ou se fortalecem antigos.
Dos laços de sangue nasce a oportunidade do reajuste, do perdão, da aceitação.
Dos laços de sangue surge uma nova história, o renascer da água e do Espírito, a chance de refazer os caminhos.
Desta forma, precisamos estar atentos à família que nos abraça.
Estão ali, muito claros para nós, os maiores objetivos que nos trazem a mais uma encarnação na Terra.
Estão ali, nas diferenças e afinidades que nos unem, as provas benditas que nos farão melhores hoje do que fomos ontem.
Estão ali, no coração do pai, da mãe, dos irmãos e dos filhos, as sementes da nova era de paz que se estabelece gradualmente no globo terrestre.
A paz no mundo virá dos lares. A paz no mundo virá do amor dos pais aos filhos.
Virá da tolerância e do respeito dos filhos em relação a seus pais. Virá da amizade entre os irmãos.
A paz no mundo reinará quando houver amor completo nas famílias.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A LIBIDO FEMININA EM ALTA


A sexualidade feminina sempre foi um tabu. Até hoje muitas mulheres não se sentem à vontade quando o assunto é sexo e o próprio prazer. Essa realidade começou a mudar com a chegada de produtos capazes de estimular a libido da mulher com dificuldades em atingir o orgasmo durante a relação. Mas é preciso atenção, pois, como alertam os especialistas, os métodos podem mascarar a verdadeira causa do problema.
Gel estimulante
Uma das opções é o Viatop. O gel, que leva na composição arginina e mentol, deve ser passado de três a cinco minutos antes da relação e ajuda na vascularização e vasodilatação da região genital. Alguns especialistas se referem ao produto como o Viagra feminino, mas o chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or, Humberto Tindó, discorda desse rótulo. "Isso é um grande erro, pois o Viagra original não aumenta a libido e, sim, propicia a ereção e a sustenta por um tempo maior. Nos homens, isto melhora a autoestima e consequentemente interfere nos mecanismos psicológicos da libido e do desejo sexual propriamente dito", explica.Para o ginecologista Felipe Brandão, o Viatop funciona na verdade como um estimulante e não é garantia de que a relação será satisfatória. "O Viatop não garante um orgasmo. A relação envolve duas pessoas. Então, com o uso do produto, a mulher vai pensar, vai erotizar, vai imaginar, mas o desempenho da relação não depende só dela", observa. A vantagem do gel é o processo de conhecimento do próprio corpo. Ele estimula a retomada das preliminares que fazem grande diferença para as mulheres, mas que acabam deixadas de lado. "Na relação sexual normal muitas vezes a mulher não tem nem tempo de chegar a um nível de excitação. Para isso, ela pode fazer uso da pré-relação, das preliminares, que são os beijos, os toques etc. O Viatop entra exatamente nessa hora. Neste processo, a mulher acaba se conhecendo melhor, conhecendo o próprio corpo e os próprios desejos. Acho vantajoso nesse sentido", afirma Felipe Brandão.
Bolsademulher.com

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MULHERES QUE FAZEM ABORTO SÃO DISCRIMINADAS PELO SUS

Como sempre costumo dizer por aqui, o aborto é legal e seguro no Brasil, mas apenas para quem tem dinheiro. Prova disso é a pesquisa divulgada hoje pela Organização não-governamental IPAS, segundo a qual a interrupção voluntária de gravidez realizada em condições precárias figura entre as principais causas de morte materna na Paraíba. Atendidas pelos SUS (Sistema Único de Saúde), aquelas que praticam aborto e têm algum tipo de seqüela mais grave sofrem discriminação e violência institucional nos hospitais públicos."Criminalizar o aborto não impede a sua prática. Muito pelo contrário, vulnerabiliza as mulheres mais pobre e dificulta o atendimento nos serviços de saúde. A Paraíba é o triste retrato do Nordeste em relação ao atendimento à mulher que realizou o aborto. Nenhum hospital pesquisado segue as normas do Ministério da Saúde para o atendimento à mulher. Pelo contrário, as pacientes sofrem discriminação e têm seus direitos violados", opina Paula Viana, coordenadora da Ong Grupo Curumim, que atua na região.A situação é mais grave ainda em Salvador (BA), onde o aborto inseguro é a primeira causa de morte materna.Ainda de acordo com a pesquisa da IPAS, na Paraíba, a intervenção mais utilizada para assistir mulheres que abortaram é a curetagem, procedimento caro e que oferece mais riscos de infecção para as mulheres do que o recomendado pelo Ministério da Saúde, a Aspiração Manual Intra-uterina (AMIU). “Entre janeiro de 2008 e junho de 2009, foram realizadas em João Pessoa 2.803 curetagens, e em Campina Grande 2.319 curetagens. Os gastos públicos na capital com o procedimento foram de R$ 532.422,44 e em Campina Grande o custo foi de R$ 414.004,70. Ao mesmo tempo, foram gastos com AMIU apenas R$ 3.746,14, em João Pessoa, no mesmo período”, aponta o relatório.Isso significa que não só o aborto acontece cotidianamente no Brasil como também sua não legalização apenas prejudica as mulheres mais pobres, que além de terem que utilizar métodos precários ainda sofrem com preconceito e o mau atendimento no SUS.Somando-se aos dados recentemente divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), onde uma a cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos já realizou uma interrupção voluntária de gravidez, fica evidente que o que falta ao país é deixar a hipocrisia de lado e se preocupar em preservar a saúde das mulheres. Taí mais um bom tema para debate em tempos de campanha eleitoral.

domingo, 27 de junho de 2010

NUDISMO: PRÁTICA TRADICIONAL NA ALEMANHA


Para quem vive há muito tempo na Alemanha, ver corpos nus na sauna ou em determinadas áreas de praias e lagos não é novidade. Porém, tanto para nativos quanto para estrangeiros, cruzar com pessoas nuas em um parque é algo de se estranhar.
O nudismo ou naturismo são conhecidos há várias gerações na Alemanha pela sigla FKK, em referência ao termo Freikörperkultur, que significa "cultura do corpo livre". As novas vertentes dessa cultura são popularmente chamadas de Nacktivitäten (atividades nudistas) e praticadas sobretudo por naturistas que se unem em diferentes áreas do país para passear, andar de bicicleta, de canoa ou a cavalo, sempre nus.
O Nacktwandern.de (caminhar nu) é um dos principais representantes dessa novidade. No site, o grupo se descreve como "círculo de amizade em crescimento formado por pessoas interessadas na natureza que, há alguns anos, vêm se encontrando regularmente para fazer caminhadas nus". Os percursos têm geralmente entre 15 km e 20 km. A maioria dos adeptos têm entre 40 e 50 anos de idade.
Para o porta-voz do grupo, Horst Kehm, abdicar do uso de roupas proporciona aos caminhantes uma percepção muito mais intensa dos raios solares e do vento. Segundo Kehm, mesmo a uma temperatura de 15°C ainda é possível caminhar sem nada, além de tênis e uma mochila.
O naturista admite que, muitas vezes, o encontro com caminhantes vestidos lhes causa surpresa. "Mas as pessoas que encontramos são normalmente seres que apreciam a natureza e gostam de passear ao ar livre", conta. "Elas nos compreendem melhor", conclui. Entre abril e outubro de 2009, o grupo realizou 30 caminhadas em diversos parques e reservas naturais da Alemanha. Um deles foi o parque natural Rothaargebirge, no estado da Renânia do Norte-Westfália.
Em maio de 2010, foi inaugurada uma trilha para nudistas no estado de Saxônia Anhalt. O idealizador do percurso de 18 km é Heinz Ludwig, proprietário de um parque de campismo e de um restaurante no lugarejo de Dankerode. Apesar de ser frequentado também por pessoas vestidas, o caminho tem placas com o seguinte aviso: "Se não quiser ver alguém nu, não siga por este caminho".

sábado, 26 de junho de 2010

" FILHOS DA LUA" fogem do sol e do preconceito


Pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Europa apontam que uma em cada 17 mil pessoas nasce com albinismo. O problema se caracteriza por uma falha genética na produção de melanina, que provoca a ausência de pigmentação na pele. Há ainda, o albinismo ocular, que prejudica a visão e deixa os olhos sensíveis à radiação solar.
Devido à falta de proteção natural contra os efeitos do sol, os albinos costumam sair para as ruas no período noturno. Por conta desse hábito, são conhecidos como “Filhos da Lua”. O professor universitário Roberto Biscaro, portador de albinismo,editor do blog Albino Incoerente, utiliza as ferramentas da internet para combater o preconceito, e fala da ausência de políticas públicas voltadas para o combate ao câncer de pele. Faz ainda relatos da violência na Tanzânia, onde há uma crença de que o consumo da carne de albinos atrai sorte e riqueza.
O albino precisa usar protetor solar todos os dias, mesmo quando não sai de casa. É preciso reaplicar a cada três horas. O fator de proteção do filtro solar deve ser de 30 para cima. Imagine o preço que fica isso? Quando consegue encontrar em oferta, varia em torno de R$ 30.
Em função do custo, as pessoas de baixa renda desenvolvem câncer de pele. Isso é um dado alarmante. Acaba saindo bem mais caro para os cofres públicos por uma questão lógica. Se a pessoa não usou protetor solar porque não tem dinheiro para comprar, quando desenvolve o câncer de pele, ela vai procurar atendimento público. Não é apenas a dor e o desconforto do tratamento, mas também o custo que isso representa para os cofres públicos. O ideal seria se estado bancasse a distribuição de protetor solar.
Em agosto de 2009 entrou em tramitação na Assembléia Legislativa um projeto do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), que prevê a distribuição de protetor solar e óculos aos albinos residentes no estado de São Paulo. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso também têm projetos semelhantes.
O único estado do Brasil onde os albinos estão organizados é na Bahia. Isso há uns dez anos. Em virtude dessa organização, já desfrutam de protetor solar gratuito, desde 2006, e outros benefícios.

DOAÇÃO DE PALAVRAS

A tecnologia dos tempos atuais presenteia-nos, por vezes, com oportunidades inigualáveis.
Você já pensou em doar palavras de consolo, de amizade, de incentivo?
Pois é, hoje isso já é possível – doar palavras.
Um hospital brasileiro, especializado no tratamento a pacientes com câncer, lançou uma campanha inspiradora. Chama-se: Doe palavras.
Qualquer um de nós acessa o site da instituição e lá encontra o convite: enviar palavras de fraternidade aos pacientes atendidos pelo hospital.
Digita-se uma mensagem curta e, dentro de algum tempo, essas palavras chegam ao ambiente de tratamento, através de televisores espalhados por todo hospital.
As mensagens aparecem sempre com assinatura, assim, os pacientes podem saber quem as endereçou e quando o fez.
As frases são belíssimas, inspiradas, amorosas, mostrando uma face de nosso povo que, por vezes, permanece desconhecida – a face da fraternidade.
Eis alguns exemplos:
Muita fé, esperança e coragem. Amanhã será melhor do que hoje. Um beijo para cada um de vocês! Enviada por Victoria.
Esteja em paz com você mesmo. Esse é o único caminho da vida. Acredite, ame e fique em paz, tudo vai melhorar. Enviada por Alexandre.
A maior fortaleza do homem é resistir aos impactos da vida. Levantar a cabeça e seguir em frente sem ressentimentos. Enviada por Felipe.
Recebam uma vibração calorosa em seu coração. Tenham uma boa noite! Enviada por José.
Uma após outra vão surgindo nas telas de projeção do centro médico, mostrando que as pessoas ainda se importam umas com as outras.
Milhares de quilômetros de distância desaparecem.
Alguém do outro lado do mundo poderá acessar, escrever, e dizer: Eu me importo com você. Ou ainda: Eu sei o que você está passando, pois já passei por isso. Força, amigo!
Os pessimistas de plantão poderão dizer que a tecnologia está nos afastando uns dos outros, mas esta é uma das muitas provas do contrário.
Se a vontade e o coração desejarem, a tecnologia opera milagres no bem.
É exatamente isso que o projeto: doepalavras.com.br busca alcançar.
Segundo eles mesmos explicam, esse é o objetivo do projeto: usar a inteligência coletiva para gerar um grande fluxo de mensagens do bem, e levar toda essa força para dentro do hospital.
Vale a pena participar. Vale a pena criar movimentos que aproximem as pessoas.
É tempo do bem mostrar a sua força.
Momento.com

segunda-feira, 21 de junho de 2010

DIAS DE SOLIDÃO


Tem dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Quando o poeta da música popular escreveu esses versos, explicitava na canção o sentimento que muitas vezes se apodera de nossa alma.
São aqueles dias onde a alma se perde na própria solidão, encontrando o eco do vazio que ressoa intenso em sua intimidade.
São esses dias em que a alma parece querer fazer um recesso das coisas da vida, das preocupações, responsabilidades e compromissos, para simplesmente ficar vazia.
Não há quem não tenha esses dias de escuridão dentro de si. Fruto algumas vezes de experiências emocionais frustrantes, onde a amargura e o dissabor nos relacionamentos substituem as alegrias de bem-aventuranças anteriores.
Outras vezes são os problemas econômicos ou as circunstâncias sociais que nos provocam dissabores e colocam sombras na alma.
A incompreensão no seio familiar, a inveja no círculo de amizades, a competição e rivalidade desmedida entre companheiros de trabalho provocam distonias de grande porte em algumas pessoas.
Nada mais natural esses dissabores. Jesus, sabiamente, nos advertiu dizendo que no mundo só encontraríamos aflições.
Tendo em vista a condição moral de nosso planeta, as aflições e dificuldades são questões naturais e, ainda necessárias para a experiência evolutiva de cada um de nós.
Dessa forma, é ilusório imaginarmos que estaríamos isentos desses embates ou acreditarmo-nos inatacáveis pela perversidade, despeito ou inferioridade alheia.
Assim, nesses momentos faz-se necessário enfrentar a realidade, sem deixar-se levar pelo desânimo ou infelicidade.
Se são dias difíceis os que estejamos passando, que sejam retos nosso proceder e nossas ações. Permanecer fiel aos compromissos e aos valores nobres é nosso dever perante a vida.
Os embates que surjam não devem ser justificativas para o desânimo, a queixa e o abandono da correta conduta ou ainda, o atalho para dias de depressão e infelicidade.
Aquele que não consegue vencer a noite escura da alma, dificilmente conseguirá saudar a madrugada de luz que chega após a sombra, que parece momentaneamente vencedora.
Somente ao insistirmos, ao enfrentarmos, ao nos propormos a bem agir frente a esses momentos, teremos as recompensas conferidas àquele que se propõe enfrentar-se para crescer.
* * *
Se os dias que lhe surgem são desafiadores, lembre-se de que mesmo Jesus enfrentou a noite escura da alma, em alguns momentos, porém, sempre em perfeita identificação com Deus, a fim de espalhar a claridade sublime do Seu amor entre aqueles que não O entendiam.

domingo, 6 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

PARABÉNS PARA OS CHATOS !!


Uma pesquisa publicada pela revista Australasian Science divulgou que o mau humor tem lá seus benefícios. O estudo da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sidney, aponta que pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais aguçada por terem mais discernimento ao julgar outras pessoas. Além disso, o mau humor também aumenta a memória e a atenção. Em compensação, pessoas bem-humoradas têm tendência a serem mais criativas e flexíveis. A psicóloga Roseana Ribeiro (RJ) explicou como o mau humor pode ajudar, ou não, na vida de uma pessoa.
“Eu nunca tinha ouvido falar de uma pesquisa que comprovasse que mau humor pode ser bom. Mas creio que ele pode servir para deixar alguém frio o su ciente para executar suas tarefas”, explica Roseana. Assim, a pessoa lidaria melhor com os problemas por não se envolver emocionalmente com eles”, explica Roseana.
“Como é feita por australianos, devemos pensar se o que eles encaram como mau humor é o mesmo que nós. Eles podem estar se referindo a pessoas irônicas. Ou tratando os bem-humorados como ingênuos. Assim, é melhor ser mal-humorado mesmo”, destaca a psicóloga. Além disso, Roseana acredita que as pessoas de mal com a vida podem ser mais racionais e focadas em suas tarefas, podendo, portanto, produzir mais.
“Mas isso é uma inversão de valores. Ninguém quer ser infeliz. O gostoso da vida é estar satisfeito, poder sorrir. O mau humor é tudo que não precisamos. Já enfrentamos di ficuldades demais no nosso dia a dia e transformar isso em algo mais maçante ainda é pior, desnecessário”, acredita a psicóloga.
Roseana ainda contesta: “Existem pesquisas que comprovam que a felicidade e o bom humor geram um fluxo de energia que relaxa e conforta as pessoas”. Isso sem contar que os indivíduos negativos são difíceis de conviver: “Eles podem assustar e, certamente, suas relações afetivas não serão duráveis. O mau humor não é (e jamais será) útil em nossas vidas”, finaliza.
UOL.com.br

domingo, 30 de maio de 2010

PESQUISA NACIONAL SOBRE ABORTO

Uma em cada cinco brasileiras de 40 anos (22%) já fez pelo menos um aborto, aponta Pesquisa Nacional do Aborto, que entrevistou 2.002 mulheres entre 18 e 39 anos. Quando consideradas mulheres de todas as idades, uma em cada sete (15%) já abortaram. Ao contrário do que se imagina, a prática não está restrita a adolescentes solteiras ou a mulheres mais velhas. Cerca de 60% das mais de 2.000 entrevistadas interromperam a gestação no centro do período reprodutivo - entre 18 e 29 anos.De acordo com Débora Diniz, antropóloga da Universidade de Brasília, a maioria é composta por mulheres casadas, religiosas, com filhos e de baixa escolaridade. Ela é a autora principal do estudo e diz que as mulheres já têm a experiência da maternidade e convicção de que não podem ter outro filho no momento.- Mesmo correndo o risco de serem presas, interrompem a gestação.Medicamentos abortivos foram usados em metade dos casos pesquisados. É provável que para a outra metade das mulheres a interrupção da gravidez tenha ocorrido em condições precárias de saúde, aponta o estudo. Cerca de 55% das mulheres precisou ser internada por causa de complicações. O assessor especial do ministro José Gomes Temporão, Adson França, diz que os dados reafirmam a opinião já consolidada no Ministério da Saúde de que aborto é uma questão de saúde pública - Mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no SUS (Sistema Único de Saúde).A pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional de Saúde. A técnica utilizada é semelhante a de pesquisas eleitorais e, como o anonimato é garantido, estima-se uma margem de erro de apenas 2%.
R7.com

PARA REFLETIR............


Idêntica dor

A primavera começava a desabrochar naqueles dias dos meses de março/abril. Segundo o calendário judaico, mês de Nisan. Ainda fazia frio mas a natureza parecia ardentemente se vestir de flores e cores.
Tudo era promessa de vida, como se Yaweh desejasse brindar os seres humanos com renovados presentes.
Tudo era promessa de alegria... Menos em Jerusalém.
O homem que entrara na cidade de forma triunfal há poucos dias, saudado pelo vozerio de crianças, mulheres, do povo em geral, fora preso.
Do julgamento arbitrário nas mãos de Pilatos passara à noite no flagício. Trinta e cinco chicotadas nas pernas. Trinta e cinco chicotadas nas costas.
Era uma chaga aberta Seu corpo, coroado, ao demais, por espinhos recolhidos no monturo.
Alçado na cruz da vergonha, o homem agonizava. Aos Seus pés, com o coração em frangalhos, agonizava a dor materna.
Maria olhava o corpo lanhado do filho e se perguntava porque os homens tratavam tão mal a quem fizera tanto bem...
Ela tinha os olhos fundos da noite mal dormida, a face traduzindo a dor moral que a machucava.
Seu filho crucificado entre dois malfeitores. Então, ela viu, ao pé de uma das cruzes laterais, uma mulher.
Também chorava e se lamentava.
É seu filho? Perguntou.
Sim, disse a outra. Sofre muito e está morrendo.
E, porque Jesus acabasse de responder ao ladrão de nome Dimas que, ainda naquele dia, ele estaria no paraíso, Maria sossegou a mulher chorosa.
Mulher, se meu filho diz que seu filho estará com ele, no paraíso, acredite. Meu filho é o filho do Deus altíssimo.
Aquela voz, pensou a mãe de Dimas, ela a conhecia. De onde? Onde já escutara aquele timbre tão doce?
E sua memória recuou no tempo, tornando-se a ver em Nazaré. Ela fora à fonte buscar água.
E quando se aproximava, ouviu o comentário de algumas mulheres. Mantivera-se à distância, meio oculta.
É verdade, dizia uma. O filho de Tamar é um ladrão. Furtou a João uma funda.
Tem certeza? Perguntou outra.
E a primeira reafirmou a história, dizendo que João e seu amigo lhe haviam assegurado o furto realizado por Dimas.
Como pode Tamar não se dar conta da maldade do filho?
Então, uma voz doce, argumentou:
Não posso crer que haja tanta maldade no filho de Tamar. Penso que deve se tratar de uma brincadeira entre os meninos, simplesmente.
Uma única voz defendera seu filho. Seu pobre filho.
Tamar recorda que fora para casa e perguntara ao filho a respeito da acusação.
Ele garantira que não era verdade. Agora, homem feito, ele viera a Jerusalém.
Prometera à noiva e para sua mãe que iria comprar uma casa para começarem uma vida nova. Tinha negócios importantes que lhe renderiam muito dinheiro.
E da forma mais cruel, a mãe, que sempre o tivera como homem honesto e trabalhador, o descobrira salteador e condenado à morte.
Mas, a voz meiga que o defendera um dia, tentando sufocar a fofoca, estava ali.
E o filho dela, o Messias, prometera receber seu filho na outra vida.
Tamar enxugou as lágrimas doridas, aproximou-se de Maria e a abraçou, em gratidão.
E ficaram ali, as duas mães. Uma era a mãe do Ser mais perfeito que a Terra já conhecera.
A outra, a desventurada mãe de um homem equivocado.
Mas a dor, a dor em seus corações, era a mesma: a dor da mãe que vê morrer em lenta agonia o filho querido.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.