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terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Arte da Intuição

Não que seja questão de desistir de tudo, não correr mais riscos, não experimentar nada e se fechar totalmente para novas oportunidades. A questão é outra! Hoje o tema está ligado à paz de espírito, ao dar ouvidos ao coração, ao saber usar e abusar da intuição.
No dia a dia, usamos o nosso radar para nos trazer o que é bom ou ligamos o piloto automático e repetimos nossas escolhas insensatas e nosso comportamento circular à espera de que vamos conseguir um resultado diferente do usual?
Por que não paramos, olhamos para dentro e então escolhemos o caminho a seguir? Por que, por vezes, é tão difícil nos ouvir? Sabe aquela voz interna que fica gritando quando vamos entrar numa fria? Pois é, isso significa INTUIR. É a partir daqui que podemos mudar de patamar, escolher agir diferente, experimentar o novo, dizer NÃO.
Então, quando ouvir o sinal de alerta para algo do tipo PROBLEMA, dê a devida atenção! Esse sinal é o tão conhecido SEXTO SENTIDO. Ele vem do que já conhecemos. Vem do nosso inconsciente, das nossas experiências passadas, do aprendido.
E, então, se essa é uma força nossa, uma força poderosa a nos guiar por que ignorá-la? De novo, porque insistir em fazer do nosso “jeitão” sem pedir ajuda interna ou externa?
O que acontece conosco que nos impede de viver nossos sonhos, experimentar o amor, a paz? Bem, poderia falar aqui de crenças, de percepção, de baixa estima, de síndrome de Peter Pan ou de Mulher Maravilha, de marcas, medos etc, etc… Mas o que quero explorar é a questão do autoconhecimento.
Trabalhar o autoconhecimento contribui para nosso crescimento. Permite-nos descobrir como ocupar acertadamente o nosso lugar nesse plano. Isto é, contribui para construir quem somos! Parece bobagem? Saiba que não é!
Cegueira: Conheço inúmeras pessoas que aos 20, aos 30, aos 40, aos 50 ainda não descobriram sua missão, seu dom, nem sequer conhecem seus erros mais freqüentes, seu padrão de comportamento. Muitas vão passar uma vida ou mais para encontrar-se.
Perdem muito tempo com coisas que não lhe dizem respeito. E, como não conseguem se ver, não enxergam também o outro. Intuição, nesse caso? Zero.
Humildade: Essas pessoas não fazem parte de grupos de trabalhos, não se doam, passam uma vida a chorar com as chaves escorrendo-lhes pelos dedos, sem nunca entender que a porta SEMPRE ESTEVE ABERTA. Tudo sempre esteve lá para cada um deles e, infelizmente, faltou visão!
Juram não mais repetir e repetir seus erros. Juram não se esquecer e, na primeira oportunidade estão lá, fazendo tudo exatamente como sempre fizeram… Não usam de humildade para pedir ajuda, não usam de humildade para dizer: “Não sei mudar sozinho”. Continuam em uma vida de ignorância e sofrimento…
Não é mesmo fácil mudar, mas é possível se compreendermos que, para qualquer mudança, é preciso saber onde estamos e para onde precisamos seguir, onde queremos estar…
Como no início do texto, temos o poder de saber de antemão o que faz bem e o que faz mal. Sabemos, mas nem sempre conseguimos acessar… E, quando não dá mais, mudamos. Só que com um grau de dificuldade maior.
O proibido tem um sabor que atrai, nos faz, nas devidas proporções, obcecados… E, então, dominar nossos pensamentos loucos, nossos sentimentos equivocados é a única saída para abrir espaço e ouvir com o coração.
Nossa necessidade “urgente”, seja por um relacionamento doente ou saudável, por uma relação complicada ou por qualquer outra coisa, é química. Nosso organismo nos pede, ou melhor, manda que façamos isso ou aquilo com uma voracidade que atendemos sem negociar…
Por isso, aprender a ouvir o que vai dentro e deixar de lado a ilusão, os medos, nos permite cultivar a paz, o amor, a saúde, o doar-se e o receber. No mais, tudo a seu tempo se tornará possível se compreendermos que toda a base está atrelada à disciplina! Escolhas, sempre escolhas.
Yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cultura do "ficar" exclui quem busca um romance.

"Pela visão da Terapia Comportamental Cognitiva, o ficar está na contramão do que todos os indivíduos efetivamente desejam, que é encontrar alguém com quem se possa estabelecer um vínculo compromissado e envolvido por afeto e sentimentos profundos, um romance verdadeiro"
O ‘ficar’ é hoje uma forma muito comum de se relacionar.
No início o ficar era exclusivo dos grandes centros urbanos e restrito aos adolescentes. Hoje é cada vez mais propagado em todo o país nas diversas faixas etárias, inclusive na idade mais madura.Antes o ficar era vivido como uma forma de se ter maior intimidade com a outra pessoa e assim poder conhecê-la melhor e aprofundar ou não o relacionamento; ou como um primeiro contato demonstrando já um interesse ou uma atração que poderia evoluir para algo mais envolvente. Porém hoje nos deparamos com um ficar cada vez mais adverso, em que as pessoas o usam como atendimento a vaidades pessoais, competição entre amigos, satisfação de interesses e desejos individuais, o não envolvimento e o descompromisso. Enfim uma gama de variados interesses próprios que são mais importantes do que a relação, em que o outro deixou de ser a fonte motivadora do ficar.Hoje ‘fica-se’ apenas para colecionar beijos, ou para atender as cobranças do grupo de amigos (as), para que o outro seja mais um número da noite, ou quando muito para satisfazer uma necessidade de seduzir o outro, de preencher um vazio que se esteja sentindo, de se satisfazer um desejo sexual. Enfim em situações que independem da outra pessoa ou que não levam em conta os interesses ou o desejo do outro.Pela visão da Terapia Comportamental Cognitiva, o ficar está na contramão do que todos os indivíduos efetivamente desejam, que é encontrar alguém com quem se possa estabelecer um vínculo compromissado e envolvido por afeto e sentimentos profundos, um romance verdadeiro.As pessoas buscam, buscam e não encontram, não porque não desejam, mas sim porque o meio não favorece ou não estimula esse tipo de relacionamento. O indivíduo se sente excluído ou diferente de todos, tornando-se frio e descrente da possibilidade de viver um relacionamento a dois.
UOL.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Somos frutos das nossas escolhas


Seguir em frente

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma:
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
O Cristo é a figura mais notável da História.
Ao contrário de todos os demais homens, Ele não possui vícios e fraquezas.
Pleno de grandeza e compaixão, constitui o modelo ideal fornecido por Deus aos homens.
Nessas palavras de Jesus, pode-se vislumbrar todo um roteiro de evolução.
O que primeiro se identifica é o respeito à liberdade.
Trata-se de um convite, não de uma imposição.
Aquele que quiser ir após Ele deve prestar atenção em Suas palavras.
O jugo do Messias é suave e a rota que Ele sinaliza é luminosa.
Mas a criatura pode se decidir por caminhos tortuosos e obscuros, cheios de dor e desencanto.
Como a evolução é um desígnio Divino, todos se aperfeiçoarão.
Mas cada qual é livre para gerenciar o seu processo evolutivo, apressá-lo ou retardá-lo.
Havendo vontade de seguir em frente, surgem outras duas exortações.
Uma se refere ao ato de tomar a própria cruz.
Todo ser é como se construiu ao longo dos séculos.
Sua felicidade e sua desgraça constituem a herança que preparou para si mesmo.
Não adianta buscar culpados para as próprias mazelas.
A razão dos problemas enfrentados não reside no governo, no cônjuge, no vizinho, nos filhos, nos pais ou no patrão.
O Espírito é artífice de seu destino.
De acordo com seus atos, pensamentos e sentimentos, forja suas experiências e necessidades.
Como os outros não são culpados, não adianta tentar transferir o peso da cruz que se carrega.
A rebeldia e a revolta não resolvem nenhum problema.
É preciso coragem e decisão para assumir a responsabilidade pela vida que se leva, pelos próprios problemas e dificuldades.
Sem reclamações ou desculpas, é necessário tomar a cruz aos ombros e seguir adiante, com firmeza e dignidade.
Por difícil que se apresente, o dever precisa ser cumprido.
O derradeiro conselho é renunciar a si próprio.
Esse evidencia que o egoísmo é incompatível com a sublimação espiritual.
Quem deseja se libertar de injunções dolorosas tem de exercitar a abnegação.
Aprender a servir, a calar e a compreender, sem qualquer expectativa de retorno.
Trata-se do esquecimento dos próprios interesses no cuidado do semelhante.
Quem se esquece de si mesmo no afã de ajudar o outro ultrapassa o limite de seus deveres.
Não mede perdas e ganhos e se entrega à atividade do bem, pela simples alegria de ser útil.
Talvez o programa de trabalho pareça difícil, em um mundo marcado pelo egoísmo.
Mas representa a rota de acesso à paz e à plenitude.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

sábado, 18 de setembro de 2010

MUlher iraniana condenada ao apedrejamento


A primeira pedra

Reflitamos sobre este costume humano de apontar faltas, defeitos, problemas, no outro.
Julgamos sempre.
Na maioria das vezes, ainda, com uma severidade desproporcional – dessa que não desejaríamos para conosco de forma alguma.
Somos demasiadamente cruéis em nossos julgares, pois raramente analisamos a situação com cuidado. Raramente consideramos atenuantes e quase nunca somos imparciais.
Recordamos os acusadores da mulher adúltera, na conhecida passagem evangélica.
O julgamento foi sumário. A lei humana, na pobreza de achar que a punição pela morte seria a solução, condenou aquela mulher ao apedrejamento em praça pública.
Assim, achamo-nos no direito de apedrejar.
Enchemo-nos de razão e raiva, carregamos as mãos das melhores pedras, e apontamos para o criminoso.
Mas, quem de nós não está criminoso? – Poderíamos inquirir, inspirados pela pergunta feita por Jesus naquela feita.
Dizemos não está ao invés de não é, pelo simples fato de que ninguém está fadado ao mal, ninguém foi feito criminoso. É um estado temporário no erro.
Quem de nós não está criminoso?
Esta proposta – que é de Jesus - não isenta a pessoa de assumir a responsabilidade sobre seus atos.
Ela apenas ajuda a controlar nossa crueldade, num primeiro momento, e depois, auxilia no reconhecimento de nossas próprias falhas.
A lição do Atire a primeira pedra aquele que não se encontra em pecado é um exercício de tolerância e de autoconhecimento também.
Evita-se a condenação cruel, intolerante, e, logo após, se promove uma reflexão íntima, buscando cada um as suas próprias dificuldades a vencer.
Todos estamos inseridos neste processo de erros e acertos. Todos fazemos parte dos mecanismos da Lei de Progresso que nos impulsiona para frente.
Perdoar, compreender os erros alheios, não é promover a impunidade – de maneira nenhuma. A Lei Divina sempre irá cobrar Seus devedores.
Tolerar significa estender as mãos de amor a quem precisa de amparo, de orientação.
* * *
Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem.
Põe-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma.
Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara, fazendo-o, seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.
É por essa razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo.
Interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.
Estejamos, assim procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz...

Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Desafiando os Dogmas Católicos


Um anúncio de sorvete com a fotografia de uma modelo como uma freira grávida foi proibido pelo órgão que regula a publicidade no Reino Unido.

A Advertising Standards Authority considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs
A Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês) considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs, principalmente de católicos.A empresa por trás do anúncio, Antonio Federici, no entanto, prometeu exibir posteres semelhantes em parte do trajeto que o Papa Bento 16 fará na capital britânica. A visita de estado do Papa, que começa nesta quinta-feira, é a primeira desde a criação da Igreja Anglicana em 1534.A peça publicitária mostra uma modelo grávida, vestida de freira, saboreando o sorvete em uma igreja com os dizeres: "Concebido imaculadamente" em referência ao dogma cristão da concepção de Jesus e "Sorvete é a nossa religião".
A empresa britânica responsável pela peça disse que exibirá posteres com imagens semelhantes perto da Abadia de Westminster. A agenda do Papa prevê uma visita à abadia nesta sexta-feira, que será seguida da celebração de uma missa na Catedral de Westminster no sábado.
A empresa não revelou que imagem será exibida no novo anúncio, dizendo apenas que será uma "continuação do tema". Por meio de uma porta-voz, a empresa disse que a nova peça tem como objetivo "desafiar" a proibição do órgão regulador.
Por meio de um comunicado, a agência reguladora disse não poder fazer comentários sobre anúncios que ainda não foram divulgados, mas que está atuando, nos bastidores, para que o anunciante respeite as diretrizes.A empresa disse ainda que tem o objetivo de comentar e questionar, usando a sátira e o humor, a relevância e a hipocrisia da religião e a postura da igreja em relação a questões sociais.O anúncio proibido foi publicado em edições das revistas The Lady e Grazia e recebeu 10 reclamações.A empresa tentou argumentar que o baixo número de queixas não deveria comprometer a liberdade de expressão com o grande público.Este é o segundo anúncio de Antonio Federici proibido pela ASA. Em 2009, uma imagem que mostrava um padre e uma freira se preparando para um beijo foi também rejeitada pela agência reguladora.

UOL.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mulher viciada em jogos online é condenada por negligenciar filhos


Uma britânica viciada em jogos online foi proibida de usar computadores por não alimentar corretamente seus filhos e deixar dois animais de estimação morrerem de fome. O caso ocorreu na cidade de Swanley, em Kent (Inglaterra), informa o “Telegraph”.
A mulher, que teve sua identidade protegida, alimentou os dois filhos, de 10 e 13 anos, com feijões em lata cozidos frios ou comida pré-preparadas, por um período de seis meses. A mãe também não dava talheres aos meninos para comerem as “refeições”.
Dois cachorros, um pastor alemão e um lurcher, morreram de fome e os cadáveres foram deixados na sala de jantar durante dois meses enquanto a britânica jogava Small World na internet, praticamente sem parar, relataram as autoridades de Kent. Aos oficiais, a mulher confessou “provavelmente ter matado os animais de fome por não abandonar o jogo no computador”.
Policiais que investigaram o caso afirmaram ainda que a casa estava em condições péssimas de limpeza, com lixo acumulado nos cômodos, comida embolorada e enxames de moscas.
A denúncia dos maus tratos às crianças e animais foi feita por um vizinho. A corte de Maidstone Crown sentenciou a mulher a 75 horas de trabalho voluntário, mas suspendeu a pena de seis meses de prisão. Ela também foi proibida de ter animais de estimação e acesso à internet.
Vício em jogos na web
Segundo as autoridades, a britânica se tornou viciada no Small Worlds depois de receber o convite para jogar de um amigo do Facebook.
Ela começou jogando por cerca de uma hora e, a partir de agosto de 2009, passou a ter o comportamento obsessivo: a britânica dormia apenas duas horas por noite. Passou então a alimentar os filhos com comidas que não precisavam ser cozidas ou pré-preparadas, como sanduíches, macarrão instantâneo, salgadinhos e tortas.
De acordo com o promotor do caso, Deepak Kapur, a mulher “era uma mãe dedicada até que o marido morreu após um ataque cardíaco e se fechou no mundo online". "Ela vivia no mundo real apenas num nível muito básico”, disse
Fonte: UOL .com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Decisão é Sua


Jogar ou recolher. Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

HOMENAGEM AOS CORINTHIANOS


Confissão em homenagem ao Centenário do Corinthians
Texto de Nathan Malafaia
Recordo-me que, antes mesmo de entender o que era futebol, eu já torcia para o Corinthians: herança passada de pai para filho - como tantos por aí. Mesmo jogando bola nas ruas de terra do bairro do Golfinho, em Caraguatatuba, o menino que eu era no início dos anos noventa ainda não possuía o fascínio pelo futebol que o adulto de hoje tem. Sabia que era gostoso ir para a rua jogar com o meu irmão Artur, com vários amigos do bairro, e com o tio Edi, que tanto me paparicava - e que, em meio aos moleques, se sobressaía, não só por seus quase 20 anos, mas também por sua habilidade.
Meu tio Edi era o caçula de cinco filhos, irmão de minha mãe. Embora fosse santista, meu querido e finado avô Francisco não conseguiu fazer com que qualquer de seus filhos o seguisse na paixão clubística (diferentemente do que aconteceu com meu pai, Eduardo): a tia Rosa, mais velha, virou corinthiana; minha mãe, Rose Mary, palmeirense (mas depois decidiu dar um passo a frente e virou ponte-pretana); o tio Gil, corinthiano, como a tia Ana. E o tio Edi deveria seguir pelo mesmo caminho - mas algo o desviou. Insondável como é a escolha de um time, ele preferiu dedicar sua torcida ao São Paulo.
Meu avô foi, durante muitos anos, feirante, e meu tio Edi trabalhava com ele. Trabalhavam com roupas, entre elas, também estavam os uniformes dos clubes. Lembro-me certa vez que o meu tio Edi foi presentear a mim e ao Artur com uniformes; entretanto, escondeu-os atrás do corpo. Perguntou se queríamos, independente de ver, ao que respondemos: “queremos, se for do Corinthians!”. Meu tio não deixava nem mesmo meu pai ver os uniformes - que eram, afinal, do Corinthians mesmo. Como dito acima, meu tio Edi me paparicava bastante (à época, eu era o mais novo dos seus sobrinhos homens), vivia me elogiando, quando jogávamos bola (logo eu, que nunca fui grande coisa com a bola nos pés). Uma época, eu estava com certa habilidade no gol, e cheguei a ganhar um par de luvas dele. Sempre engraçado e brincalhão, eu tinha (e tenho hoje, embora já não igual ao de uma criança) um grande amor pelo por ele.
E certa noite ele tentou se aproveitar disto: disse, a mim e a meu irmão mais velho, que, se trocássemos o Corinthians pelo São Paulo, nos daria um uniforme completo do tricolor. Meu irmão não topou (nunca perguntei a ele nada sobre isto); eu, depois de muita insistência, aceitei. Afinal, seria muito legal torcer para o mesmo time que o tio Edi, que eu tanto adorava.
Na hora de dormir, deitei-me e fiquei na cama acordado; o tempo passava e percebi que algo me incomodava. Além de teimar em não pegar no sono, minha mente não conseguia esquecer a promessa feita ao tio, e o seu significado: torcer pelo São Paulo significaria... Não torcer pelo Corinthians. Ainda que eu, do alto de meus seis anos de idade, não acompanhasse o futebol de perto, já tinha no peito um grande amor pelo meu time. A única saída que eu tive diante daquela situação foi chorar, pois eu percebi que não queria ser são-paulino - o que eu queria era apenas agradar meu tio. Mas não havia espaço para o São Paulo no meu coração.
Pois ele já era corintiano, como sempre será. E só me restou pedir desculpas ao meu tio pela promessa que não poderia cumprir.

A VERDADE SOBRE O GRITO DO IPIRANGA

(Em homenagem a este nobre dia, republico aqui um texto que saiu na Folha de S.Paulo no ano passado e conta como foi realmente proclamada a independência no Brasil em 1822, que, é claro, teve a ver com futebol)

Quando fazia as pesquisas para meu primeiro livro ("O Chalaça"), um romance histórico que tem como protagonista o secretário particular do primeiro imperador do Brasil, deparei-me com um documento surpreendente: uma carta de dom Pedro 1º para sua amante Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos.
Tais papéis contavam uma nova versão para a independência do país.
Tratava-se de uma revelação tão retumbante que, confesso, tive receio das possíveis repercussões e a omiti.
Porém, passados 15 anos do livro e quase 200 desde o Dia do Grito, finalmente tomo um gole de coragem e trago a público esta importante página da história pátria:
"Titília, minha querida, nestes dias aconteceram coisas mui divertidas que não posso deixar de te contar. Tudo começou quando voltávamos de Santos. Estávamos ao lado do riacho Ipiranga quando o Chalaça espreguiçou e disse: 'Bem que podíamos dar uma parada e jogar uma partidinha de futebol'.
"Imediatamente aprovei a ideia e ordenei à comitiva que desmontasse dos burros. Por sorte havia dois pares de palmeiras que nos serviriam perfeitamente de traves. Porém, havia um problema. Não estávamos em 22, mas apenas em 13. Então mandei que o Chalaça fosse convidar nove homens entre os camponeses que estavam ali perto a nos observar. Como não se nega um convite do príncipe regente, logo tínhamos onze de cada lado. Um dos times, só com os portugueses da comitiva, ficou escalado assim: Joaquim; Manuel, Joaquim Manuel, Manuel Joaquim e Manu; Quim, Manuelzão e Quinzinho; Maneco, Quinzão e Jota Eme.
"No outro ficamos o Chalaça, eu (de goleiro, é claro) e os nove brasileiros. Não lembro de todos, mas sei que havia um de pernas tortas, um de fartos bigodes, um que possuía um nome grego (talvez Sófocles), um branco alcunhado de Galinho e um negro chamado Nascimento.
"Mal começou a peleja e vi que seria um passeio. Os brasileiros trocavam passes com tanta maestria que mais pareciam bailarinos. Penetrávamos na defesa adversária como se fôssemos faca e ela, manteiga. Eu não precisei fazer uma defesa sequer e fiquei encostado numa das palmeiras assistindo ao espetáculo.
"Os nossos golos brotavam naturalmente, e o primeiro tempo terminou com o redondo placar de 10 a 0. Foi então que minha comitiva, irada por perder de forma tão vexaminosa, cercou-me e exigiu que eu e o Chalaça deixássemos o time dos brasileiros e passássemos à equipa dos lusitanos. 'Teu dever é defender Portugal', diziam eles.
"Pensei em como seria terrível enfrentar aquela equipa e não tive dúvidas, ergui a bola e gritei: 'Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus e pelo meu time, juro promover a liberdade do Brasil! Independência ou morte!'
"O jogo continuou e terminamos ganhando por 23 a 1 (o Chalaça fez um golo contra).
"Pois bem, minha Titília, esta é a verdadeira história da Independência do Brasil. Mas, pensando no futuro, creio que vou inventar uma versão menos prosaica, com soldados, espadas e cavalos brancos. Um beijo do teu imperador e goleiro, Pedro."
Blog do Torero. uol